Serviço Público Federal MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO SISTEMA INTEGRADO DE PATRIMÔNIO, ADMINISTRAÇÃO E CONTRATOS PROCESSO 23076.052681/2025-73 Cadastrado em 18/06/2025 Processo disponível para recebimento com código de barras/QR Code Nome(s) do Interessado(s): E-mail: Identificador: COORDENACAO DA GRADUACAO DE LICENCIATURA CIENCIAS biologicas. 118432 BIOLOGICAS - CB licenciaturacb@ufpe.br Tipo do Processo: REFORMA CURRICULAR: GRADUACAO Assunto do Processo: IFE.122.2 - REFORMULACAO CURRICULAR DOS CURSOS DE GRADUACAO Assunto Detalhado: REFORMA PARCIAL DO PPC DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS/CB Unidade de Origem: COORDENACAO DA GRADUACAO DE LICENCIATURA CIENCIAS BIOLOGICAS - CB (11.84.32) Criado Por: SUELEN CRISTINA DE LIMA Ciência: --- MOVIMENTAÇÕES ASSOCIADAS Data Destino Data Destino COORDENACAO DIDATICO-PEDAGOCICA DOS CURSOS DE 18/06/2025 GRADUACAO - PROGRAD (11.13.29) SIPAC | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2005-2025 - UFRN - sipac03.ufpe.br.sipac03 Para visualizar este processo, entre no Portal Público em http://sipac.ufpe.br/public e acesse a Consulta de Processos. Visualizar no Portal Público 18/06/25, 16:35 sipac.ufpe.br/sipac/protocolo/documento/documento_visualizacao.jsf?imprimir=true&idDoc=3376576 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO COORDENACAO DIDATICO-PEDAGOCICA DOS CURSOS DE GRADUACAO - PROGRAD OFICIO ELETRONICO Nº 3725 / 2025 - CDPCG PROGRAD (11.13.29) Nº do Protocolo: 23076.052940/2025-64 Recife-PE, 18 de junho de 2025. À Coordenação do Curso de LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS/CENTRO DE BIOCIÊNCIAS (CB) Informamos que a Coordenação Didático-Pedagógica dos Cursos de Graduação /Diretoria de Desenvolvimento do Ensino/Pró-Reitoria de Graduação (CDPCG/DDE/PROGRAD), APROVA a REFORMA CURRICULAR PARCIAL do Projeto Pedagógico de Curso (PPC) de LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, do Centro de Biociências/CB, efetuada através do Processo Eletrônico no 23076.052681/2025-73. Informamos ainda que a CDPCG/DDE/PROGRAD enviará por e-mail uma cópia do PPC à Coordenação do Curso, para conhecimento, guarda e demais providências, e que o Processo Eletrônico será arquivado na CDPCG/DDE/PROGRAD, conforme fluxo processual de Reforma Parcial do PPC. Estamos à disposição para eventuais esclarecimentos que se fizerem necessários. Atenciosamente, (Assinado digitalmente em 18/06/2025 16:34 ) BETANIA MARIA LIDINGTON LINS COORDENADOR - TITULAR CDPCG PROGRAD (11.13.29) Matrícula: 1088223 Para verificar a autenticidade deste documento entre em http://sipac.ufpe.br/public/documentos/index.jsp informando seu número: 3725, ano: 2025, tipo: OFICIO ELETRONICO, data de emissão: 18/06/2025 e o código de verificação: ceec6dc721 https://sipac.ufpe.br/sipac/protocolo/documento/documento_visualizacao.jsf?imprimir=true&idDoc=3376576 1/1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO DE GRADUAÇÃO CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – LICENCIATURA (Campus Recife) RECIFE 2025 SUMÁRIO I. Dados do Curso……………………………………………………………….…. 1 II. Histórico do Curso…………………………………………………………….… 3 III. Justificativa…………………………………………………………………….... 6 IV. Relevância do Profissional para o Contexto Local e Regional…………………. 9 V. Diagnóstico do Curso…………………………………………………………… 11 VI. Marco Teórico………………………………………………………………….. 15 VII. Objetivos do Curso ………………………….…………………………………. 18 VIII. Perfil profissional do egresso…………………………………………………… 19 IX. Campo de Atuação Profissional………………………………………………… 22 X. Competências, Atitudes e Habilidades…………………………………………. 23 XI. Metodologia do Curso………………………………………………………….. 26 XII. Sistemática de avaliação……………………….……………………………….. 29 XIII. Organização curricular …………………………………………………………. 33 XIV. Atividades curriculares………………………………………………………….. 41 XV. Formas de acesso ao curso……………………………………………………… 48 XVI. Corpo docente…………………………………………………………………... 49 XVII. Suporte para funcionamento do curso………………………………………….. 54 XVIII. Apoio ao discente………………………………………………………………. 63 XIX. Sistemática de acompanhamento do Projeto Pedagógico do Curso……………. 67 XX. Anexos………………………………………………………………………….. 69 I. DADOS DO CURSO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO - UFPE Reitor: Prof. Dr. Alfredo Macedo Gomes Vice-Reitor: Prof. Dr. Moacyr Cunha de Araújo Filho Campus Recife Av. Prof. Moraes Rego, nº 1235, Cidade Universitária, Recife-PE, CEP 50.670-420 Fone: +55 (81) 2126-8000 E-mail: faleconosco@ufpe.br CENTRO DE BIOCIÊNCIAS – CB Diretora: Profª. Drª. Oliane Maria Correia Magalhães Vice-Diretora: Profª. Drª. Juliana Pinto de Medeiros Fone: +55 (81) 2126.8840 /2126.8358 Fax: (81) 2126.8350 E-mail: dirccb@ufpe.br COORDENAÇÃO DO CURSO Coordenadora: Profª. Drª. Suelen Cristina de Lima Vice-Coordenadora: Profª. Drª. Danielle Dutra Pereira Fone: 55 (81) 2126.8868 / 2126.8356 E-mail: biologicas.licenciaturacb@ufpe.br NÚCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE - NDE Profª. Drª. Suelen Cristina de Lima Profª. Drª. Fernanda das Chagas Angelo Mendes Tenorio Prof. Dr. Paulo Euzébio Cabral Filho Profª. Drª. Cristiane Souza de Menezes Profª. Drª. Bruna Martins Bezerra Profª. Drª. Emilia Cristina Pereira de Arruda Profª. Drª. Norma de Buarque Gusmão 1 EQUIPE DE REVISÃO TÉCNICA-PEDAGÓGICA Profª. Drª. Danielle Dutra Pereira - Membro do Colegiado Profª. Drª. Suelen Cristina de Lima - Membro do Colegiado/NDE Profª. Drª. Fernanda das Chagas Angelo Mendes Tenorio - Membro do NDE Prof. Dr. Paulo Euzébio Cabral Filho - Membro do NDE Stefani Driely de Souza Melo - Técnica em Assuntos Educacionais IDENTIFICAÇÃO DO CURSO Nome do curso: Ciências Biológicas - Licenciatura Código E-MEC: 20889 Diretrizes Curriculares: Resolução CNE/CES Nº 7 de 11 de março de 2002 e Resolução Nº 4 de 6 de abril de 2009 Título conferido: Licenciado Modalidade: Presencial Número semestral de vagas: 50 vagas Número total anual de vagas ofertadas: 100 vagas Número anual de entradas: 2 Turno de funcionamento: Noturno Regime do curso: Semestral e créditos Carga horária: 3.300 horas Tempo mínimo para integralização: 8 períodos (quatro anos) Tempo máximo para integralização: 14 períodos (sete anos) Início do Curso: 04/08/1990 Ano do perfil: 2011 Tipo da reforma: Parcial Ano da reforma: 2025 PPCs (reformas) e anos: Reformas curriculares em 1991.1 (cód. ZZZZ35), 1996.2 (cód.5501), 1997.1 (cód.5502) e 2011.1 (cód.5503) Autorização de funcionamento e criação do Curso: Autorizado pelo CCEPE 3ª sessão Ordinária, 12/07/2001 (B.nº 36 v.36 p.12) Autorização: Decreto nº 37819 de 29/08/1955 e publicação no Diário Oficial da União em 14/09/1955 - Art. 35 Decreto 5.773/06 (Redação dada pelo Art. 2 Decreto 6.303/07) Reconhecimento: Decreto nº 44051 de 22/08/1958 e publicação no Diário Oficial da União em 14/10/1958. Renovação de Reconhecimento do Curso: Portaria nº 1385 de 10/09/2010 e publicação no Diário Oficial da União em 13/09/2010. 2 Renovação de Reconhecimento do Curso: Portaria nº 286 de 21/12/2012 e publicação no Diário Oficial da União em 27/12/2012. Renovação de Reconhecimento do Curso: Portaria nº 1097 de 24/12/2015 e publicação no Diário Oficial da União em 24/12/2015. Renovação de Reconhecimento do Curso: Portaria nº 921 de 27/12/2018 e publicação no Diário Oficial da União em 28/12/2018. II. HISTÓRICO DO CURSO A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi instituída por meio do Decreto-Lei da Presidência da República nº 9.388, de 11 de agosto de 1946, marco que oficializa a criação da então Universidade do Recife (UR). Esta instituição nasceu da união de diversas escolas de ensino superior já consolidadas no estado de Pernambuco, a saber: a Faculdade de Direito do Recife (fundada em 1827), a Escola de Engenharia de Pernambuco (1895), a Escola de Farmácia (1903), a Escola de Odontologia (1913), a Faculdade de Medicina do Recife (1915), a Escola de Belas Artes de Pernambuco (1932) e a Faculdade de Filosofia do Recife (1940). A implantação do campus universitário na cidade do Recife teve início em 1948, após intensos debates sobre a sua localização definitiva. Entre os locais inicialmente cogitados destacaram-se terrenos situados nos bairros de Joana Bezerra, Santo Amaro, Ibura e no centro da cidade. Todavia, a escolha recaiu sobre uma área situada no bairro da Várzea, no loteamento onde outrora funcionara o antigo Engenho do Meio, local que, desde então, abriga o campus Sede da universidade. Em 1967, a Universidade do Recife foi incorporada ao conjunto das instituições federais de ensino superior, no âmbito do novo sistema educacional brasileiro, passando a ser oficialmente denominada Universidade Federal de Pernambuco. A partir de então, tornou-se uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação. O Campus Recife, denominado Campus Universitário Reitor Joaquim Amazonas, ocupa uma área de 149 hectares. Nesse espaço estão localizadas a Reitoria e oito Pró-Reitorias: Pró- Reitoria para Graduação (PROGRAD), Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PROPESQI), Pró- Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC), Pró-Reitoria de Gestão Administrativa (PROGEST), Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas e Qualidade de Vida (PROGEPE), Pró-Reitoria de Planejamento, Orçamento e Finanças (PROPLAN), Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis (PROAES) e Pró-Reitoria de Pós-Graduação - PROPG), O campus abriga, ainda, onze centros acadêmicos: Centro de Artes e Comunicação (CAC), 3 Centro de Biociências (CB), Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN), Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), Centro de Ciências da Saúde (CCS), Centro de Ciências Médicas (CCM), Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), Centro de Educação (CE), Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Centro de Informática (CIn) e Centro de Tecnologia e Geociências (CTG). Integram também o campus o Colégio de Aplicação, que oferece ensino fundamental e médio, além de diversos órgãos suplementares, como a Biblioteca Central (acompanhada de dez bibliotecas setoriais vinculadas aos centros acadêmicos), a Editora Universitária, o Hospital das Clínicas e o Núcleo de Saúde Pública. No âmbito das licenciaturas, a UFPE tem um histórico de reflexão e debates com vistas à consolidação de uma política de formação dos profissionais do magistério para a educação básica, com registros de um conjunto de atividades e determinações que evidenciam as experiências que vieram sendo desenvolvidas no campo da formação inicial e continuada de professores da educação básica, em parceria com os sistemas de ensino, nas diversas ações de ensino, pesquisa e extensão. Inicialmente, os cursos de licenciatura foram implantados nos centros acadêmicos do campus do Recife. Durante esse processo, foram desenvolvidos vários debates institucionais capitaneados pelo Centro de Educação, como instância responsável pela oferta dos componentes curriculares atinentes à formação pedagógica dos licenciandos. No ano de 2006, a UFPE deu início a um significativo processo de interiorização do ensino superior, com a implantação simultânea de dois novos campi: um no município de Caruaru, situado a aproximadamente 130 km da capital pernambucana, e outro em Vitória de Santo Antão, a cerca de 55 km do Recife. Tais unidades foram denominadas, respectivamente, Centro Acadêmico do Agreste (CAA) e Centro Acadêmico de Vitória (CAV). Em 2016, ano em que se celebraram os 70 anos de fundação da Universidade do Recife e uma década de interiorização da UFPE, a instituição contava com uma comunidade acadêmica composta por cerca de 44.000 estudantes, 3.000 docentes e 4.200 servidores técnico- administrativos em educação. O Curso de Ciências Biológicas da UFPE foi instituído no final da década de 1940, originalmente sob a denominação de História Natural. Seu reconhecimento oficial deu-se por meio do Decreto Federal nº 1.254, de 4 de dezembro de 1950, publicado no Diário Oficial da União em 8 de dezembro do mesmo ano. No final da década de 1960, o Conselho Federal de Educação, por meio da Resolução nº 107/69, estabeleceu o currículo mínimo e a duração do curso, promovendo uma padronização nacional para a formação em Ciências Biológicas. A regulamentação da profissão de Biólogo ocorreu com a promulgação da Lei nº 6.684, de 3 de setembro de 1979, que instituiu o Conselho Federal de Biologia (CFBio) e os Conselhos 4 Regionais de Biologia (CRBios). Posteriormente, a Lei nº 7.014, de 30 de agosto de 1982, alterou disposições relativas ao exercício profissional dos biólogos e à prestação de serviços por esses profissionais. As atividades do Biólogo foram, ainda, regulamentadas pelo Decreto nº 88.438, de 28 de junho de 1983, e, de forma mais recente, pela Resolução nº 227, de 18 de agosto de 2010, do CFBio, que delimita e define as áreas de atuação profissional do Biólogo. Em 1994, foi realizada uma nova reforma curricular no Curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, a qual instituiu dois perfis distintos de formação: Licenciatura (código 5609) e Bacharelado (código 5610). Ambos os perfis compartilhavam uma matriz curricular comum, diferenciando-se apenas pelos componentes específicos voltados à formação pedagógica no percurso da Licenciatura. A partir de 1996, deu-se o desmembramento definitivo do curso, extinguindo-se os perfis e originando dois cursos distintos: o Curso de Ciências Biológicas – Bacharelado (código 5401) e o Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura (código 5501), cada qual com matriz curricular própria, carga horária específica e autonomia acadêmico-administrativa. Entre os anos de 2013 e 2023, o Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, ofertado no campus Recife da UFPE, formou aproximadamente 570 estudantes, conforme ilustrado na Figura 1. Ao longo dos anos, o curso passou por atualizações curriculares visando a melhoria contínua da formação docente. Foi realizada uma reforma curricular parcial em 2025, com foco na atualização de componentes específicos e adequações pontuais à matriz curricular, atendendo demandas institucionais e da comunidade acadêmica. Atualmente, está em curso uma reformulação curricular integral, com o objetivo de atualizar sua organização pedagógica e matriz curricular de forma alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, conforme preconizado inicialmente pela Resolução CNE/CP nº 1, de 2002, e mais recentemente atualizada pela Resolução CNE/CP nº 4, de 29 de maio de 2024. Essa reformulação visa adequar o curso às exigências contemporâneas da educação, às demandas regionais e ao Projeto Pedagógico Institucional da UFPE, promovendo uma formação docente sólida, contextualizada e integrada entre teoria e prática, sem descaracterizar sua identidade formativa. Figura 1. Distribuição anual do número de formandos do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, campus Recife. 5 III. JUSTIFICATIVA A crescente necessidade de inserção dos jovens no mercado de trabalho tem representado um entrave significativo para que muitos deles possam alcançar a qualificação em nível superior em diversas áreas do conhecimento. No que tange à formação docente para os ensinos fundamental e médio, destaca-se a elevada evasão observada nos cursos de Licenciatura em Ciências Naturais, conforme registros das Instituições de Ensino Superior em todo o país, especialmente na Região Nordeste. Tal evasão ocorre, em grande medida, em virtude das dificuldades enfrentadas pelos estudantes para conciliar as exigências acadêmicas com atividades laborais indispensáveis à sua subsistência. Paralelamente, a expansão da educação básica, impulsionada pelo crescimento demográfico e pelas políticas públicas de universalização do acesso à escola, implementadas pelo Governo Federal, tem gerado uma demanda crescente por professores qualificados. No entanto, o número de docentes formados nas licenciaturas atualmente ofertadas no Estado permanece insuficiente, sobretudo nas áreas de Ciências Naturais (Biologia, Física, Química e Matemática). Diante desse cenário, o aumento do número de ingressantes por semestre é um objetivo estratégico para o curso. Contudo, sua concretização depende de medidas eficazes voltadas à melhoria dos processos de ensino-aprendizagem, especialmente para a redução dos índices de evasão e retenção. Tais aspectos receberão atenção prioritária por parte da Coordenação do curso, do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e do Colegiado, de modo a possibilitar, futuramente, a 6 ampliação das vagas e o consequente aumento na formação de profissionais qualificados. Ciente dos desafios que frequentemente afastam os licenciandos da carreira docente, a presente reformulação do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, vinculado ao Centro de Biociências da UFPE, propõe a modernização curricular e o dinamismo curricular, em consonância com as novas diretrizes do Conselho Nacional de Educação e do Conselho Federal de Biologia. Pretende-se, assim, estimular o interesse pela formação docente na área de Biologia e fomentar a permanência dos estudantes no curso. A análise dos resultados obtidos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) evidencia que os cursos de Ciências Biológicas da UFPE têm promovido, de forma eficiente, a formação técnico-científica dos futuros biólogos, uma vez que os discentes vêm alcançando desempenhos superiores à média nacional nos Componentes Específicos. Contudo, observa-se um desempenho inferior à média nacional nos Componentes de Formação Geral, o que indica a necessidade de um fortalecimento da formação cultural ampla e interdisciplinar, exigindo atuação mais efetiva e articulada entre docentes e discentes, com apoio e incentivo contínuos da Coordenação. A formação de professores qualificados para atuar nas Ciências Naturais é uma demanda cada vez mais urgente. Esses profissionais desempenham papel essencial na mediação de discussões relevantes em sala de aula, especialmente aquelas que envolvem os avanços tecnológicos e seus impactos ambientais. De um lado, enfrentamos desafios globais como o aquecimento climático, elevação do nível do mar, destruição da camada de ozônio, surgimento de novas doenças e drástica perda de biodiversidade — indicadores de que a interferência humana sobre o planeta atingiu níveis críticos. De outro, os progressos no campo da biotecnologia vêm promovendo significativos investimentos por parte dos setores público e privado, com impactos positivos nas esferas científica, social e econômica, além da melhoria na qualidade de vida da população. Nesse contexto, torna-se imprescindível formar professores de Biologia capazes de articular ciência, educação e realidade sociocultural, promovendo uma educação transformadora. Espera-se que esses profissionais contribuam ativamente para a construção de uma sociedade mais crítica, participativa e comprometida com a sustentabilidade e com a cidadania. As alterações ora propostas neste Projeto Pedagógico são fruto do trabalho conjunto da Coordenação do curso e do NDE, constituído conforme as disposições da Resolução nº. 12/2008- CCEPE/UFPE. Após um processo amplo e participativo de discussão, foi concebida uma nova estrutura curricular para o Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, contemplando um total mínimo de 3.300 horas, em consonância com as recomendações da Resolução CES/CP nº 1 e 2, de 2002, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para o curso. A carga horária está distribuída 7 da seguinte forma: 2.025 horas de conteúdos curriculares de Biologia e Educação; 420 horas de prática de ensino; 420 horas de Estágio Supervisionado; e 200 horas de Atividades Complementares. As alterações propostas neste Projeto Pedagógico de Curso são resultantes do trabalho da Comissão de Reforma do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, cuja composição variou durante o processo. O longo processo de discussão permitiu criar uma nova estrutura curricular para a formação do Biólogo Licenciado que poderá vir a ser parâmetro nacional para outros cursos de licenciatura em Biologia. Desta maneira, o curso passa a ter um mínimo de 3.300 horas, em consonância com as recomendações da Resolução CES/CP nº 1 e 2, de 2002, que fixa as diretrizes curriculares nacionais para o curso, garantindo as dimensões recomendadas para os seguintes componentes: 420 horas de prática de ensino; 420 horas de estágio supervisionado; 2.025 horas de conteúdos curriculares de Biologia e Educação; 200 horas em outras atividades acadêmico- científico-culturais; e 235 horas em componentes curriculares eletivos. Em atendimento ao Decreto nº 5.626/2005, o curso contempla a disciplina de Libras como componente obrigatório e prevê, de forma transversal, a abordagem de temas fundamentais à formação cidadã, como o diálogo inter-religioso, a valorização da diversidade, os direitos das pessoas com deficiência, os direitos humanos e a conscientização ambiental. Esta abordagem está fundamentada em dispositivos legais e normativos, como as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008; a Resolução CNE/CP nº 01/2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena; o Parecer CNE/CP nº 08/2012 e a Resolução CNE/CP nº 01/2012, que estabelecem as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos; a Lei nº 9.795/1999 e o Decreto nº 4.281/2002, que regulamentam a Política Nacional de Educação Ambiental; a Lei nº 12.764/2012, que dispõe sobre os direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista; e a Resolução ConsUni/UFPE nº 11/2019, que trata da acessibilidade e inclusão educacional na universidade. Além disso, o curso implementa as Atividades Práticas Supervisionadas (APS), em conformidade com a Resolução nº 03/2023 – CEPE. Essas atividades englobam uma variedade de estratégias formativas, como estudos dirigidos, produções acadêmicas individuais ou coletivas, atividades de campo e laboratório, oficinas temáticas, pesquisas, estudos de caso, seminários, entre outras, podendo representar até 23% da carga horária total de cada componente curricular. Por fim, o curso adota metodologias pedagógicas flexíveis, conforme orientações da Resolução nº 5/2025. No contexto das transformações ambientais que impactam o cotidiano universitário — como eventos climáticos extremos, situações de emergência ou insegurança social — a Resolução nº 5, de 2 de junho de 2025, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPE, prevê a adoção de metodologias diversificadas, incluindo estratégias síncronas, síncronas 8 mediadas e assíncronas, a fim de garantir a continuidade das atividades acadêmicas presenciais em períodos excepcionais. Nesse sentido, as APS se configuram como recurso pedagógico relevante para o desenvolvimento de ações assíncronas planejadas, desde que devidamente previstas nos planos de ensino e registradas nos sistemas acadêmicos institucionais, assegurando o acompanhamento da frequência e a manutenção da qualidade do processo formativo. O Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura pauta-se nas normativas educacionais vigentes, observando especialmente os fundamentos estabelecidos na Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de fevereiro de 2002, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, no curso de licenciatura de graduação plena. A proposta também observa as determinações da Lei nº 9.394/1996 (LDBEN), bem como as normas relativas à duração e carga horária desses cursos, dispostas na Resolução CNE/CES nº 07/2002. No entanto, considerando a evolução das políticas educacionais e a publicação da Resolução CNE/CP nº 4/2024 — que atualiza as diretrizes para a formação inicial docente —, o curso realizou ajustes pontuais e atualizações em sua organização e no perfil do egresso, buscando preservar sua identidade formativa e, ao mesmo tempo, atender às novas exigências curriculares. Tais atualizações foram realizadas dentro dos limites de uma reforma parcial, sem modificar os elementos estruturantes do curso, reafirmando o compromisso com uma formação docente crítica, ética, inclusiva e socialmente referenciada. IV. RELEVÂNCIA DO PROFISSIONAL PARA O CONTEXTO LOCAL E REGIONAL O professor de Biologia exerce um papel estratégico e transformador no contexto local e regional onde está inserido, sendo fundamental para a construção de uma educação científica crítica, sensível às especificidades ambientais, sociais e culturais da região onde atua (Campos; Cavalari, 2017; Bispo; Baptista, 2019), sobretudo em estados como Pernambuco, caracterizado por sua diversidade cultural, socioeconômica e ambiental. Situado na Região Nordeste do Brasil, com área territorial de 98.067,879 km² e cerca de 9,6 milhões de habitantes, Pernambuco possui uma das maiores populações da região, com uma economia que abrange setores variados como agricultura, indústria, comércio e serviços. A região metropolitana do Recife destaca-se como polo urbano e tecnológico, ao passo que o interior apresenta desafios relacionados ao desenvolvimento regional e à inclusão social (IBGE, 2022). Do ponto de vista ambiental, o estado é marcado por uma rica biodiversidade, abrigando 9 dois biomas oficialmente reconhecidos pelo IBGE — a Mata Atlântica e a Caatinga — além de uma região ecológica de alta importância: a zona costeira e marinha. A Mata Atlântica predomina na Zona da Mata e em partes do Agreste, abrigando uma rica biodiversidade e resquícios de floresta tropical úmida, apesar de historicamente impactada pelo desmatamento. Já a Caatinga ocupa grande parte do Sertão e parte do Agreste, sendo o único bioma exclusivamente brasileiro, caracterizado pelo clima semiárido e vegetação adaptada à escassez de água (IBGE, 2025; Oliveira, 2016; Andrade-Lima, 2007; Ribeiro, 2024; Silva, 2018). A zona costeira e marinha, embora não seja oficialmente considerada um bioma pelo IBGE, é reconhecida por sua relevância ecológica, econômica e social. Essa faixa litorânea inclui ambientes como manguezais, recifes de coral, praias, estuários e marismas, que desempenham papel crucial na proteção da biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas. Em Pernambuco, destacam-se o Manguezal do Recife, os Recifes de Porto de Galinhas e áreas de conservação como a APA Costa dos Corais, que abriga um dos maiores bancos de corais do Atlântico Sul (ICMBIO, 1997-2020; Silva; Silva; Araújo, 2020; Silva et al., 2018). Pernambuco também conta com diversas unidades de conservação em âmbito estadual e federal, como o Parque Nacional do Catimbau e a Reserva Biológica de Saltinho (Brasil, 2002; Brasil, 2003). Essa diversidade ambiental oferece um ambiente favorável para que o professor de Biologia desenvolva abordagens pedagógicas que integrem o ensino da ecologia com a valorização da identidade cultural e das especificidades regionais. Dessa forma, contribui para a formação de estudantes mais conscientes de sua realidade local, incentivando o sentimento de pertencimento, a sustentabilidade e o exercício da cidadania ambiental (Campos; Cavalari, 2017; Rezende; Araújo; Coutinho, 2014). No campo educacional, o Nordeste brasileiro ainda enfrenta índices significativos de desigualdade social, vulnerabilidade econômica e evasão escolar (Costa et al., 2022; Lima-Filho, 2024). Neste cenário, o professor de Biologia assume um papel essencial ao proporcionar uma aprendizagem significativa e contextualizada. Ao abordar temas como saúde, saneamento, biodiversidade, biotecnologia, alimentação e meio ambiente, ele conecta o conhecimento científico à vida cotidiana dos alunos e valoriza os saberes populares e tradicionais, especialmente em comunidades rurais e indígenas. Figueiredo (2021) enfatiza que práticas pedagógicas contextualizadas no Semiárido, alinhadas à realidade dos estudantes — como saúde local, biodiversidade adaptada ao clima e tecnologias sociais — proporcionam uma aprendizagem mais significativa e cidadã, ao integrar saberes tradicionais e científicas, valorizando a cultura e o território do Nordeste . Neste contexto, a educação desempenha papel central para o desenvolvimento do estado, sendo fundamental formar profissionais qualificados para atuar no ensino das Ciências Naturais. 10 A carência de docentes capacitados para atender às demandas das escolas públicas e privadas, especialmente nos ensinos fundamental e médio, compromete a qualidade do ensino e limita as oportunidades de desenvolvimento científico e social da população (Pena, 2025). A escassez de docentes licenciados na área de Ciências da Natureza, particularmente em regiões do interior pernambucano, agrava a urgência de formar profissionais qualificados para atuar no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio. Pernambuco ainda apresenta um déficit significativo de professores de Biologia em municípios de pequeno e médio porte. A formação de licenciandos, portanto, não apenas atende à expansão da educação básica prevista na LDB e nas diretrizes curriculares nacionais, como também é fundamental para garantir equidade e qualidade no ensino das ciências (Pena, 2025; Silva, 2025; Arruda; Cunha, 2019; Brasil, 1996; Brasil, 2019b). Adicionalmente, políticas como a Política Estadual de Educação Ambiental de Pernambuco (Lei nº 16.688/2019) reforçam a importância de profissionais capacitados a promover ações interdisciplinares e comunitárias voltadas à preservação ambiental (Brasil, 2019a). O professor de Biologia, nesse contexto, atua como elo entre o conhecimento científico e o cotidiano escolar e comunitário, promovendo a reflexão crítica sobre os impactos da ação humana no meio ambiente e contribuindo para a formação de cidadãos comprometidos com a sustentabilidade e a justiça social. Assim, a formação de professores de Ciências Biológicas em Pernambuco é crucial para enfrentar os desafios regionais, promovendo uma educação contextualizada e alinhada às necessidades locais. Esses profissionais têm a missão de sensibilizar os estudantes para a conservação do patrimônio natural e cultural, além de estimular o pensamento crítico e a participação cidadã diante das questões ambientais e sociais que marcam a realidade do estado e da Região Nordeste (Brasil, 2015). Por fim, cabe destacar que, diante dos desafios globais como a emergência climática, a perda de biodiversidade e a intensificação das desigualdades sociais, o papel do professor de Biologia transcende o ensino de conteúdos curriculares. Ele é um formador de consciências, capaz de mediar discussões sobre ética, ciência e sociedade e de inspirar novas gerações a atuarem como agentes de transformação em seus territórios. V. DIAGNÓSTICO DO CURSO O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Pernambuco, vinculado ao Centro de Biociências, foi concebido com o objetivo de formar profissionais 11 qualificados para atuar em diversas áreas do conhecimento e da educação em Biologia. Sua proposta pedagógica contempla tanto a formação docente quanto a capacitação para atividades em educação ambiental, sanitária e de divulgação científica, além de ações relacionadas à investigação da natureza, saúde, controle ambiental, biotecnologia e gestão de acervos biológicos. Atualmente, o curso oferta 100 vagas por ano, distribuídas igualmente entre o primeiro e o segundo semestre, com funcionamento no turno da noite. A carga horária total é de 3.300 horas, podendo ser cumprida em tempo mínimo de nove e máximo de dezesseis semestres. O perfil dos estudantes é heterogêneo, com significativa presença de jovens da zona urbana da Região Metropolitana do Recife, bem como uma crescente participação de discentes oriundos do interior do estado. Essa diversidade sociocultural impõe o desafio de construir uma trajetória formativa que respeite múltiplas realidades e integre saberes populares e científicos por meio de uma abordagem crítica, inclusiva e contextualizada. A formação dos licenciandos está fortemente vinculada às demandas regionais, especialmente frente ao déficit de professores de Ciências e Biologia nas redes públicas de ensino em Pernambuco, com maior incidência nos municípios de pequeno e médio porte. Esse cenário reforça a necessidade de uma formação docente crítica, situada e fundamentada em uma sólida base teórico-prática. A proposta formativa do curso incorpora os fundamentos de uma educação transformadora, conforme defendido por autores como Krasilchik e Marandino (2004) e Trivelato e Silva (2011), que enfatizam a valorização dos conhecimentos prévios dos estudantes, a construção ativa do saber, a resolução de situações-problema e a aproximação entre o ensino e a prática científica. A estrutura curricular segue as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Licenciatura em Ciências da Natureza, priorizando a articulação entre teoria e prática, a interdisciplinaridade e a adoção de metodologias ativas que estimulem a investigação e a reflexão crítica. Contudo, o curso demanda constante atualização de conteúdos e estratégias didáticas, especialmente com a inserção de temas contemporâneos como biotecnologia, mudanças ambientais e tecnologias digitais, a fim de preparar os licenciandos para os desafios atuais do ensino. Para além da atuação em sala de aula, o curso prepara seus egressos para promover a consciência ambiental, o pensamento crítico, a inclusão, a valorização da identidade cultural regional e o exercício pleno da cidadania. Essas competências estão alinhadas aos princípios da Lei nº 16.688/2019 e do Plano Estadual de Educação de Pernambuco (Brasil, 2015), que enfatizam uma educação contextualizada, equitativa e inclusiva. Os estudantes também contam com o suporte de políticas institucionais de permanência, como o Auxílio Evento, o Auxílio Creche e o Auxílio Permanência, fundamentais para garantir condições mais equitativas de acesso e 12 conclusão do ensino superior. O curso se destaca por seu forte perfil extensionista, promovendo uma formação acadêmica articulada entre ensino, pesquisa e extensão. Um exemplo notável é o projeto INCLUBIO – Incubadora de Saberes em Biologia, que desde 2016 contribui para a construção de uma educação inclusiva no ensino de Ciências e Biologia. Iniciado com oficinas pedagógicas voltadas à formação de professores para o atendimento a alunos com deficiência, o projeto ampliou suas ações para incluir a produção de materiais táteis, rodas de conversa com docentes e discentes, bem como o desenvolvimento de um glossário em LIBRAS com termos da área biológica. Sua atuação é marcada pela interdisciplinaridade, reunindo estudantes de graduação e pós-graduação de diferentes cursos, além de profissionais da UFPE, da rede pública e de centros especializados, como o CAP-PE. Outro eixo importante é o PIPEX – Programa Integrado de Pesquisa e Extensão, que há mais de 13 anos articula ações acadêmicas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão com foco na indissociabilidade e no compromisso social. O programa atua no município de Passira/PE, em quatro escolas da rede municipal, envolvendo diretamente os licenciandos do curso em atividades pedagógicas semanais sob supervisão compartilhada. A iniciativa proporciona a iniciação à docência e o contato com as realidades da escola pública, impactando cerca de 4.000 estudantes da educação básica e promovendo uma formação teórico-prática transformadora. Complementam esse perfil extensionista iniciativas como a Liga Acadêmica de Histologia e Embriologia (LAHE), que promove atividades extracurriculares, cursos, eventos e projetos de popularização da ciência voltados tanto para o público acadêmico quanto para a comunidade em geral. Tais experiências reforçam o compromisso do curso com a formação de professores engajados, críticos, sensíveis às demandas sociais e preparados para atuar em contextos educacionais diversos, promovendo uma educação científica acessível, inclusiva e transformadora. A formação docente é ainda fortalecida por programas como o PIBID, que proporciona experiências práticas em escolas desde os primeiros períodos do curso, incentivando a adoção de metodologias inovadoras e a construção de uma identidade profissional sólida e comprometida com a educação pública de qualidade. O Centro de Biociências da UFPE apresenta uma infraestrutura robusta e diversificada que contribui significativamente para a formação prática e acadêmica dos estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas. Entre os espaços disponíveis, destacam-se os laboratórios específicos e multiusuários que atendem a diversas áreas da biologia. No campo da botânica, por exemplo, encontra-se o Laboratório de Biologia Floral e Reprodutiva (POLINIZAR), voltado ao estudo da reprodução vegetal, polinização e biologia molecular. Na área de genética vegetal, o Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal dispõe de equipamentos como citômetro de fluxo 13 e estrutura para técnicas avançadas, como FISH e sequenciamento, permitindo análises aprofundadas em genética e evolução de plantas. O Departamento de Zoologia, por sua vez, abriga cerca de 20 laboratórios de pesquisa, voltados à entomologia aplicada, poríferos, bryozoários, etnoecologia, educação ambiental, entre outros. Esses ambientes favorecem o desenvolvimento de estudos em ecologia, sistemática, taxonomia e conservação, promovendo o contato direto dos discentes com a diversidade biológica brasileira, em especial da região Nordeste. O CB também sedia coleções científicas de referência nacional, organizadas no Museu de Zoologia da UFPE, um importante espaço de ensino, pesquisa e extensão. Dentre essas, destacam- se: a Coleção de Aves, com cerca de 6.000 espécimes, a maior do Nordeste; a Coleção Herpetológica, com aproximadamente 2.000 exemplares; a Coleção de Mamíferos, com mais de 3.100 espécimes, incluindo espécies ameaçadas; a Coleção Arthropoda, com cerca de 50.000 exemplares (é uma das maiores do país e destaca-se pela diversidade de coleópteros, formigas, abelhas e borboletas.), e a Coleção de Bryozoa, com mais de 4.800 itens. O museu também dispõe de acervo didático acessado por alunos da graduação, pós-graduação e por professores da educação básica, contribuindo para a formação científica e cultural dos estudantes. Apesar dessa infraestrutura consolidada, é necessário ampliar investimentos em modernização de equipamentos, digitalização de acervos e incorporação de tecnologias interativas. Além disso, o fortalecimento de ações pedagógicas, programas de tutoria e monitoria é essencial para promover maior permanência, reduzir a evasão e garantir o sucesso acadêmico. A coordenação do curso atua de forma integrada com o corpo docente e discente, buscando o aprimoramento contínuo do projeto pedagógico, da gestão curricular e da formação integral dos estudantes. O Diretório Acadêmico da Licenciatura em Biologia (DABIOLIC) desempenha papel essencial na representação estudantil, promovendo eventos, atividades culturais, debates e integração entre calouros e veteranos, além de participar ativamente das decisões e proposições de melhorias para o curso. Dessa forma, o diagnóstico do curso evidencia avanços significativos, mas também aponta para a necessidade de fortalecer a integração entre teoria, prática pedagógica e pesquisa, ampliar parcerias com escolas e promover formação continuada. A Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPE reafirma, assim, seu papel como agente transformador do processo educativo, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva, sustentável e consciente, capaz de enfrentar os desafios socioambientais de Pernambuco e do Brasil. VI. MARCO TEÓRICO 14 O Curso de Graduação em Ciências Biológicas – Licenciatura, do Centro de Biociências da UFPE, tem como propósito formar professores aptos a atuar no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, além de profissionais capacitados para desenvolver atividades de pesquisa no campo do Ensino de Ciências e nas diversas áreas da Biologia. Essa formação está alicerçada nas Diretrizes Curriculares Nacionais, que estabelecem como essencial que o biólogo compreenda e articule ciência, tecnologia e sociedade; reconheça o processo histórico de construção do conhecimento biológico – incluindo conceitos, princípios e teorias – e exerça sua atuação como educador consciente, comprometido com a formação cidadã e a sustentabilidade socioambiental. Dessa forma, o currículo do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura deve possibilitar ao licenciando compreender que a vida se organizou ao longo do tempo por meio de processos evolutivos, resultando na grande diversidade biológica atual, ainda sujeita a pressões seletivas (Dawkins, 2009). Esses organismos, incluindo os seres humanos, não estão isolados; formam sistemas interdependentes, cujas relações complexas exigem uma compreensão integrada das condições ambientais, dos modos de vida e da organização funcional das diferentes espécies e sistemas biológicos. Nas últimas décadas, diversas áreas da Biologia têm passado por notável desenvolvimento, renovação e acúmulo de conhecimento, ampliando significativamente suas áreas de atuação profissional. Esse avanço gerou novos conceitos e práticas que enriqueceram qualitativa e quantitativamente o corpo filosófico e científico das Ciências Biológicas (Salzano, 1993; Mayr, 2005). Entretanto, atenção especial deve ser dada às relações humanas, dada sua complexidade e especificidade. A abordagem biológica, nesse contexto, não pode ser dissociada dos aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais. O ser humano constrói, ao longo da vida, conhecimentos e percepções sobre o mundo à sua volta, constituindo um saber prévio que pode facilitar ou dificultar o processo de ensino-aprendizagem. Tais concepções, elaboradas espontaneamente pelos alunos, devem ser consideradas em sala de aula, como apontam autores como Pozo (1998), pois ajudam a dar sentido às experiências e aos conteúdos. Se essas concepções forem ignoradas nas Instituições de Ensino Superior, principalmente nas Licenciaturas, que tipo de educadores estaremos formando? Mortimer (2000) destaca que o professor é elemento essencial para tornar o ensino efetivo. Assim, o mais importante no processo de ensino-aprendizagem são as etapas de construção do conhecimento vivenciadas por professores e alunos (Mortimer, 2000), com vistas à formação de cidadãos capazes de enfrentar os desafios contemporâneos. Como alertam Carvalho et al. (2005), a globalização tem acentuado valores consumistas, individualistas e utilitaristas, 15 resultando em posturas de arrogância intelectual e ambiental. Diante disso, a educação científica – que tem a vida como eixo central – emerge como instrumento privilegiado para promover mudanças de mentalidade. É necessário conscientizar as novas gerações sobre nossa condição de seres vivos, humanos e, portanto, falíveis em nossas formas de utilizar, compreender e modificar o mundo em que vivemos. Nessa empreitada, uma aproximação literal e afetiva entre os seres humanos e os demais integrantes do mundo vivo representa um passo fundamental. Afinal, ninguém conhece algo com o qual nunca teve contato ou convivência. Da mesma forma, ninguém pode gostar do que não conhece, nem desejar conhecer aquilo de que não gosta (Carvalho et al., 2005). As novas perspectivas éticas e antropológicas aqui esboçadas não têm caráter conformista. Para que sejam efetivamente praticadas, devem conduzir a transformações profundas – sociais, culturais, políticas e econômicas – nas formas de relação entre os seres humanos e a natureza. A educação deve ser protagonista nesse processo, favorecendo a construção de novas formas de subjetividade e cidadania, dotando os estudantes de ferramentas teóricas e práticas para a transformação responsável do mundo. Nesse contexto, o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas exerce papel relevante ao promover a alfabetização científica e valorizar o fenômeno da vida (Carvalho et al., 2005). O Projeto Pedagógico do Curso está alinhado aos princípios da formação docente, com bases teóricas sólidas que articulam os saberes específicos da Biologia aos fundamentos da Educação. Essa formação considera como fundamentais: a contextualização histórica, social e cultural dos conteúdos; a aproximação do estudante à sua realidade concreta; e a valorização das práticas investigativas como ferramentas para o estudo dos fenômenos naturais. Busca-se criar um ambiente que desperte a curiosidade, desenvolva o pensamento crítico e promova uma educação científica de qualidade para os futuros docentes. Pernambuco se destaca como centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento científico, reunindo importantes instituições de ensino superior e atraindo pesquisadores de todo o país. Segundo o CNPq, 24% dos grupos de pesquisa ativos do Nordeste estão situados no estado. Já o Sistema de Avaliação Educacional de Pernambuco, articulado às metas da Educação Básica, expressa um compromisso com a qualidade social da educação pública, exigindo o comprometimento de profissionais nas áreas de ensino e gestão, além da participação da comunidade escolar e de seus familiares. Nesse cenário, a Universidade Federal de Pernambuco cumpre papel estratégico na formação de profissionais éticos, críticos e capacitados, que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a justiça social e o bem-estar coletivo. A Universidade, enquanto espaço de formação cidadã, deve assegurar condições de acesso, permanência e aprendizagem para todos os estudantes. 16 A acessibilidade, nesse contexto, não se restringe à eliminação de barreiras físicas ou arquitetônicas, mas se configura como princípio orientador das práticas pedagógicas, promovendo equidade e inclusão educacional. O Projeto Pedagógico do curso incorpora essa concepção, alinhando-se à legislação vigente, como a Lei nº 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência, que garante igualdade de oportunidades e atendimento às necessidades educacionais específicas dos estudantes. A Resolução nº 11/2019 do ConsUni/UFPE estabelece diretrizes institucionais para a promoção da acessibilidade no âmbito da Universidade, reforçando o papel do ensino superior na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. Complementarmente, a criação do Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE), institucionalizado pela Portaria Normativa nº 4/2016 e consolidado com a Portaria Normativa nº 40/2020, representa um marco importante nas políticas de inclusão da universidade. O NACE desenvolve ações que vão desde a adaptação de materiais didáticos e ambientes físicos até o apoio psicopedagógico e o desenvolvimento de tecnologias assistivas. O Programa INCLUIR, do Ministério da Educação, também oferece diretrizes fundamentais para a consolidação de uma cultura de inclusão nas Instituições Federais de Ensino Superior, reforçando o compromisso do Estado com o direito à educação para todos, sem discriminação de qualquer natureza. Além das políticas voltadas às pessoas com deficiência, destaca-se a Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas), que ampliou significativamente o acesso ao ensino superior por meio da reserva de vagas para estudantes oriundos da rede pública, pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, contribuindo para a democratização do ensino e a valorização da diversidade étnico-racial e social. No âmbito da estrutura curricular, a formação docente contempla componentes que abordam temas fundamentais à inclusão e à diversidade. A disciplina de Libras assegura a introdução à Língua Brasileira de Sinais e promove reflexões sobre acessibilidade e práticas pedagógicas inclusivas. A temática ambiental é trabalhada de forma aprofundada nas disciplinas Biogeografia, Ecologia I, Ecologia II e Metodologia do Ensino de Biologia (MEB I, II, III e IV), contribuindo para a formação de professores conscientes das questões socioambientais e do desenvolvimento sustentável. Ainda que a matriz não contemple uma disciplina específica sobre Educação das Relações Étnico-Raciais, a abordagem dessa temática, incluindo a educação escolar quilombola, será realizada de forma transversal em componentes curriculares já existentes, especialmente na disciplina Políticas Educacionais, Organização e Funcionamento da Escola Básica. Esse componente possibilita reflexões sobre o direito à educação, diversidade, equidade e políticas 17 públicas voltadas aos povos e comunidades tradicionais. A presente reformulação, mesmo parcial, busca atender às exigências legais e às demandas sociais contemporâneas, reafirmando o compromisso do curso com uma formação ética, crítica, inclusiva e socialmente referenciada. A proposta formativa visa preparar futuros professores para atuar como agentes de transformação social, comprometidos com a justiça, a equidade, os direitos humanos e a valorização da diversidade em todas as suas dimensões. Dessa forma, a proposta de reformulação representa um avanço significativo, em consonância com a legislação vigente e, sobretudo, com a necessidade de formar profissionais preparados para responder às demandas de uma sociedade em constante transformação. O compromisso com uma educação de qualidade, ética e socialmente referenciada, sustentada por valores humanistas e responsabilidade socioambiental, deve ser o norte da formação dos futuros professores de Biologia. Que esses novos profissionais possam atuar como agentes formadores de jovens e adultos, comprometidos com a defesa e a melhoria da qualidade de vida para todos os seres. VII. OBJETIVOS DO CURSO OBJETIVO GERAL Formar professores de Ciências e Biologia para o Ensino Fundamental e Médio, capacitados para atuar de forma ética, crítica e competente nos diversos e emergentes campos de atuação do licenciado em Ciências Biológicas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● Estimular o desenvolvimento do senso crítico, da criatividade e da autonomia intelectual dos licenciandos; ● Promover a disseminação de conhecimentos sobre a natureza e o meio ambiente, contribuindo para a formação de cidadãos comprometidos com a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida; 18 ● Desenvolver e aplicar metodologias de ensino e pesquisa, proporcionando aos alunos a oportunidade de iniciação científica por meio de programas específicos; ● Consolidar, junto aos alunos, a concepção de professor-pesquisador na área do ensino de Ciências, favorecendo a superação de práticas pedagógicas tradicionais e promovendo transformações no processo de ensino-aprendizagem-avaliação. ● Formar profissionais aptos a atuar em equipes multiprofissionais, com competência para planejar, coordenar, supervisionar, implementar, executar e avaliar ações relacionadas à Biologia e ao seu ensino. ● Incentivar a participação dos estudantes em atividades de iniciação científica, monitoria e extensão nas diversas áreas da Biologia. VIII. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO O egresso do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFPE será um profissional apto a atuar como professor no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, com sólida formação teórica, técnica, científica e ética. Estará habilitado a atuar também como profissional Biólogo, em áreas definidas pela Resolução nº 227/2010 do Conselho Federal de Biologia, conforme sua formação específica, respeitando as competências previstas para licenciados e bacharéis. Sua formação abrange os conhecimentos específicos da Biologia integrados aos fundamentos da Educação, preparando-o para atuar tanto no nível técnico quanto experimental, com competência para elaborar e executar projetos. Estando apto a estabelecer conexões entre ciência, tecnologia e sociedade, além de mediar o processo de ensino-aprendizagem de maneira crítica, criativa e ética. Seu compromisso é com a formação de cidadãos conscientes e com a transformação das realidades social, cultural e ambiental, visando à melhoria da qualidade de vida da população. De acordo com as DCN do curso, o egresso deverá ser capaz de: 1. Domínio de Conhecimentos e Saberes Docentes ➔ Demonstrar conhecimento e compreensão dos conceitos, princípios e estruturas da área da docência, do conteúdo, da etapa, do componente e da área do conhecimento na qual está sendo habilitado a ensinar. ➔ Compreender os processos de aprendizagem e adotar estratégias pedagógicas fundamentadas nas Ciências da Educação, eliminando barreiras de acesso ao currículo. 19 ➔ Dominar os direitos de aprendizagem, competências e objetos de conhecimento da área da docência estabelecidos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no currículo. ➔ Reconhecer as evidências científicas atuais advindas das diferentes áreas de conhecimento, que favorecem o processo de ensino, aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. ➔ Compreender e aplicar os fundamentos do Conhecimento Pedagógico do Conteúdo (CPC) nas diversas etapas da educação básica. ➔ Realizar o planejamento pedagógico dos campos de experiência, das áreas, dos componentes curriculares, das unidades temáticas e dos objetos de conhecimento, visando ao desenvolvimento das competências e habilidades previstas pela BNCC. 2. Práticas Pedagógicas e Inclusivas ➔ Sequenciar os conteúdos curriculares, as estratégias e as atividades de aprendizagem com o objetivo de estimular nos estudantes a capacidade de aprender com proficiência. ➔ Identificar e empregar recursos pedagógicos (material didático, ferramentas e outros artefatos para a aula) adequados aos objetivos de aprendizagem, de modo que atendam as necessidades, os ritmos de aprendizagem e as características identitárias dos estudantes. ➔ Realizar a curadoria educacional, utilizar as tecnologias digitais, os conteúdos virtuais e outros recursos tecnológicos e incorporá-los à prática pedagógica, para potencializar e transformar as experiências de aprendizagem dos estudantes e estimular uma atitude investigativa. ➔ Propor situações de aprendizagem desafiadoras e coerentes, de modo que se crie um ambiente de aprendizagem produtivo e confortável para os estudantes. ➔ Interagir com os estudantes de maneira efetiva e clara, adotando estratégias de comunicação verbal e não verbal que assegurem o entendimento por todos os estudantes. ➔ Organizar o ensino e a aprendizagem de modo que se otimize a relação entre tempo, espaço e objetos do conhecimento, considerando as características dos estudantes e os contextos de atuação docente. 20 ➔ Criar ambientes seguros e organizados que favoreçam o respeito, fortaleçam os laços de confiança e apoiem o desenvolvimento integral de todos os estudantes. ➔ Construir um ambiente de aprendizagem produtivo, seguro e confortável para os estudantes, utilizando as estratégias adequadas para evitar comportamentos disruptivos. ➔ Dominar a organização de atividades adequadas aos níveis diversos de desenvolvimento dos estudantes. 3. Avaliação e monitoramento da aprendizagem ➔ Aplicar os diferentes instrumentos e estratégias de avaliação da aprendizagem, de maneira justa e comparável, devendo ser considerada a heterogeneidade dos estudantes. ➔ Dar devolutiva em tempo hábil e apropriado, tornando visível para o estudante seu processo de aprendizagem e desenvolvimento. ➔ Aplicar os métodos de avaliação para analisar o processo de aprendizagem dos estudantes e utilizar esses resultados para retroalimentar a prática pedagógica. ➔ Fazer uso de sistemas de monitoramento, registro e acompanhamento das aprendizagens utilizando os recursos tecnológicos disponíveis. 4. Postura Investigativa, Inovadora e Colaborativa ➔ Conduzir as práticas pedagógicas dos objetos do conhecimento, das competências e habilidades. ➔ Desenvolver práticas consistentes inerentes à área do conhecimento, adequadas ao contexto dos estudantes, de modo que as experiências de aprendizagem sejam ativas, incorporem as inovações atuais e garantam o desenvolvimento intencional das competências da BNCC. ➔ Utilizar as diferentes estratégias e recursos para as necessidades específicas de aprendizagem (deficiências, altas habilidades, estudantes de menor rendimento, 21 etc.) que engajem intelectualmente e que favoreçam o desenvolvimento do currículo com consistência. ➔ Ajustar o planejamento com base no progresso e nas necessidades de aprendizagem e desenvolvimento integral dos estudantes. ➔ Trabalhar de modo colaborativo com outras disciplinas, profissões e comunidades, local e globalmente. ➔ Usar as tecnologias apropriadas nas práticas de ensino. ➔ Fazer uso de intervenções pedagógicas pertinentes para corrigir os erros comuns apresentados pelos estudantes na área do conhecimento. ➔ Contribuir na construção e na avaliação do projeto pedagógico da escola, atentando na prioridade que deve ser dada à aprendizagem e ao pleno desenvolvimento do estudante. 5. Inserção na Comunidade e Gestão Educacional ➔ Trabalhar coletivamente, participar das comunidades de aprendizagem e incentivar o uso dos recursos tecnológicos para compartilhamento das experiências profissionais. ➔ Comprometer-se com o trabalho da escola junto às famílias, à comunidade e às instâncias de governança da educação. ➔ Saber comunicar-se com todos os interlocutores: colegas, pais, famílias e comunidade, utilizando os diferentes recursos, inclusive as tecnologias da informação e comunicação. ➔ Compartilhar responsabilidades e contribuir para a construção de um clima escolar favorável ao desempenho das atividades docente e discente. 22 IX. CAMPO DE ATUAÇÃO PROFISSIONAL Compete ao professor de Ciências e Biologia desenvolver situações e estratégias didáticas que favoreçam a construção do conhecimento de forma crítica, reflexiva e autônoma, integrando a dimensão pedagógica ao conhecimento científico formal. Sua atuação deve promover a formação de sujeitos capazes de compreender os fenômenos naturais, sociais e tecnológicos, contribuindo para a transformação da realidade, para o exercício da cidadania e para a melhoria da qualidade de vida. Ao biólogo, compete organizar, coordenar e participar de projetos e pesquisas científicas, básicas ou aplicadas, nos diversos campos da Biologia e em áreas correlatas, como conservação da biodiversidade, biotecnologia, saúde pública, educação ambiental, agroecologia, bioinformática, genética aplicada e saneamento ambiental. Entre suas atribuições, incluem-se a prestação de consultorias e assessorias técnicas, a realização de perícias, bem como a emissão de laudos e pareceres técnicos, conforme estabelecido pela Resolução nº 227/2010 do Conselho Federal de Biologia (CFBIO, 2010). Dessa forma, o egresso poderá exercer sua profissão em múltiplos contextos e instituições, incluindo: ➔ Instituições de ensino (Fundamental, Médio e Superior); ➔ Institutos e centros de pesquisa científica e tecnológica; ➔ Empresas públicas e privadas; ➔ Indústrias de alimentos, farmacêuticas, biotecnológicas e de fertilizantes; ➔ Secretarias, fundações e órgãos de meio ambiente, saúde e ciência e tecnologia; ➔ Organizações não governamentais (ONGs) e entidades de extensão rural e ambiental; ➔ Unidades de conservação da natureza, museus de ciências, herbários, biotérios, jardins botânicos e zoológicos. X. COMPETÊNCIAS, ATITUDES E HABILIDADES O Curso de Graduação em Ciências Biológicas – Licenciatura, oferecido no turno noturno, visa proporcionar uma formação abrangente em todas as áreas da Biologia, articulada à prática docente. Pretende-se formar profissionais aptos a atuar no ensino de Ciências e Biologia, com sólidas competências científicas, pedagógicas, tecnológicas, éticas e socioemocionais, essenciais 23 ao perfil do biólogo educador e pesquisador. As principais competências e habilidades específicas incluem: 1. Científico-investigativas ➔ Dominar os fundamentos do método científico e sua aplicabilidade na pesquisa em Ciências Biológicas. ➔ Formular e executar estudos e projetos de pesquisa científica básica ou aplicada em diversos campos da Biologia e/ou outras ciências relacionadas. ➔ Produzir novos conhecimentos a partir da integração entre saberes científicos e contextos sociais. ➔ Desenvolver ações estratégicas para diagnóstico de problemas, encaminhamento de soluções e tomada de decisões no contexto educacional, ambiental e social. ➔ Pesquisar, investigar, refletir, realizar a análise crítica, usar a criatividade e buscar soluções tecnológicas para selecionar, organizar e planejar práticas pedagógicas desafiadoras, coerentes e significativas. ➔ Desenvolver argumentos com base em fatos, dados e informações científicas para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental, o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. ➔ Ser capaz de trabalhar em equipes interdisciplinares, contribuindo para a resolução de questões ambientais e sociais. ➔ Prestar consultorias e perícias, dar pareceres e atuar no sentido de que a legislação, relativa à área de Ciências Biológicas seja cumprida. 2. Didático-pedagógicas ➔ Compreender os vários fatores que influenciam os processos de ensino e aprendizagem, aplicando fundamentos teórico-práticos da pedagogia em contextos escolares diversos. ➔ Conhecer amplamente os conteúdos das Ciências Biológicas e o exercício crítico de sua profissão. ➔ Compreender e utilizar o Conhecimento Pedagógico do Conteúdo para tornar os conceitos biológicos acessíveis e contextualizados, colaborando para a construção de uma sociedade livre, justa, democrática e inclusiva. 24 ➔ Utilizar diferentes linguagens - verbal, corporal, visual, sonora e digital – para se comunicar de maneira eficaz e ajudar os estudantes a também se expressarem melhor. Isso possibilita que compartilhem informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes situações, promovendo a construção de sentidos e a compreensão mútua. ➔ Planejar e desenvolver práticas pedagógicas desafiadoras, inclusivas, significativas e baseadas em evidências científicas. ➔ Agir e incentivar, pessoal e coletivamente, com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência, a abertura a diferentes opiniões e concepções pedagógicas, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários, para que o ambiente de aprendizagem possa refletir esses valores. 3. Tecnológicas ➔ Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, ética, reflexiva e significativa, incorporando-as como recursos pedagógicos para a produção de conhecimentos, a ampliação das aprendizagens e o fortalecimento da formação docente. ➔ Adaptar-se à constante evolução do mercado de trabalho, desenvolvendo ideias inovadoras e estratégias que ampliem e aperfeiçoem sua área de atuação no contexto educacional. ➔ Acessar, produzir, comunicar e compartilhar informações por meio de plataformas digitais, promovendo a inovação pedagógica e o engajamento dos estudantes. 4. Socioemocionais e Éticas ➔ Desenvolver empatia, escuta ativa, diálogo, resolução de conflitos e cooperação, promovendo o respeito às diversidades e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização dos saberes, identidades, culturas e potencialidades de indivíduos e grupos sociais, sem qualquer tipo de preconceito, a fim de construir ambientes de aprendizagem colaborativos e inclusivos. ➔ Praticar o autoconhecimento, o autocuidado e a regulação emocional, reconhecendo suas próprias emoções e as dos outros, com senso crítico e habilidade para lidar com elas, promovendo também o desenvolvimento dessas competências nos estudantes. ➔ Agir com responsabilidade, autonomia, flexibilidade e resiliência diante dos desafios profissionais e sociais. ➔ Tomar decisões pedagógicas e profissionais orientadas por princípios éticos, democráticos, 25 inclusivos e sustentáveis. 5. Formação continuada e atuação profissional ➔ Valorizar a formação continuada como fundamento para uma prática docente reflexiva e para a constante atualização científica, a fim de incorporar novos conhecimentos e experiências que promovam o aperfeiçoamento profissional e a atuação eficaz. ➔ Realizar escolhas alinhadas ao exercício da cidadania, ao projeto de vida pessoal e profissional, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. ➔ Estar apto a prestar consultorias, emitir pareceres e realizar perícias técnicas, observando a legislação pertinente à área das Ciências Biológicas. ➔ Adaptar-se às transformações do mercado de trabalho e propor soluções inovadoras que ampliem sua área de atuação. ➔ Contribuir para a construção de uma sociedade justa, democrática, inclusiva e sustentável por meio da educação científica e da pesquisa. XI. METODOLOGIA DO CURSO As metodologias a serem empregadas no processo de ensino-aprendizagem da formação de licenciados em Ciências Biológicas contemplarão práticas interdisciplinares baseadas em projetos, temas geradores ou outras abordagens pertinentes, com ênfase na realização de atividades que promovam a formação de um sujeito com competência crítico-humanística, técnica, política e pedagógica. Serão adotadas estratégias pedagógicas centradas na aprendizagem ativa, na problematização e no uso de tecnologias educacionais, visando estimular o protagonismo estudantil, a construção coletiva do conhecimento e a articulação entre teoria e prática. Tais metodologias buscam promover a reflexão crítica, o trabalho colaborativo e o desenvolvimento integrado de habilidades cognitivas, emocionais, sociais e técnicas, fundamentais ao exercício da docência em Ciências Biológicas. A prática pedagógica valorizará a experimentação, a investigação e o diálogo, contribuindo para a formação de professores comprometidos com a transformação social, a sustentabilidade ambiental e a promoção de uma educação democrática, inclusiva e de qualidade. As práticas metodológicas incluem: ➔ Projetos interdisciplinares, temas geradores e problematização. ➔ Estágios e participação em projetos de pesquisa e extensão. ➔ Aulas teóricas com abordagem expositivo-dialogada. 26 ➔ Atividades em laboratório, de campo e visitas técnicas. ➔ Produção autoral: artigos, relatórios, seminários, mapas conceituais, vídeos e materiais didáticos. ➔ Apresentações pedagógicas. ➔ Ambientes virtuais de aprendizagem para discussão, interação e avaliação contínua. ➔ Oficinas, estudos de caso, debates e organização de eventos. ➔ Desenvolvimento de atividades com materiais de baixo custo e tecnologias aplicadas à Educação Básica. Essas atividades serão planejadas de modo a integrar os conteúdos científicos às dimensões pedagógicas, fortalecendo a identidade docente e a compreensão do papel do professor como agente de formação, pesquisa e transformação social. Vivências como as monitorias acadêmicas também serão valorizadas, permitindo que estudantes que já cursaram determinados componentes curriculares atuem como mediadores da aprendizagem, de acordo com critérios estabelecidos pelo docente responsável. Tais experiências promovem o desenvolvimento da autonomia, do trabalho em equipe e das habilidades de comunicação e liderança. As metodologias utilizadas no processo de ensino-aprendizagem contribuirão para a formação do perfil desejado para o egresso do curso, através da articulação entre teoria e prática, promovendo: (i) a interação e a cooperação dos acadêmicos, através da formação de grupos para leitura e discussão de artigos da área, de modo que exercitem sua capacidade de comunicação oral e suas habilidades para trabalhar coletivamente; (ii) a utilização de ambientes virtuais de aprendizado, para postagem das atividades e interação dos acadêmicos de forma a ser possível uma avaliação contínua do seu envolvimento nas atividades propostas; (iii) o desenvolvimento da criatividade através da elaboração de atividades com a utilização de materiais de baixo custo e de tecnologias contemporâneas utilizáveis na Educação Básica (Ensino Fundamental e Médio); (iv) o desenvolvimento da capacidade de relacionar conceitos científicos de áreas diversas do saber com as tecnologias e as esferas sociais, bem como a familiarização com instrumentos de medição, cálculo e análise de dados. Nos componentes da formação pedagógica, as estratégias metodológicas são pautadas por práticas investigativas, com ênfase na autoria e no compartilhamento de saberes. Serão utilizadas leituras dirigidas, rodas de debate, seminários, produção de mapas conceituais, elaboração de materiais audiovisuais e hipertextuais, pesquisas teóricas e de campo, redação de artigos científicos e participação em eventos acadêmicos. 27 Nos componentes de base técnico-científica, serão utilizadas aulas expositivo-dialogadas, resolução de problemas e atividades práticas intensivas. Entre os recursos didáticos estão: quadro branco, projetor multimídia, laboratórios didáticos e especializados, laboratório de informática, bibliografia atualizada (física e digital), bem como o uso de ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) para o desenvolvimento de atividades, interações e avaliações contínuas. O curso também contará com o desenvolvimento das Atividades Práticas Supervisionadas – APS (Resolução Nº 03/2023 – CEPE), previstas conforme regulamentação institucional. As APS compreendem estudos dirigidos, trabalhos individuais e em grupo, atividades em bibliotecas, desenvolvimento de projetos, atividades laboratoriais e de campo, oficinas, seminários, estudos de caso e produção de trabalhos acadêmicos. Essas atividades poderão ser realizadas com mediação tecnológica, utilizando os ambientes virtuais de aprendizagem disponibilizados pela UFPE, com até 23% da carga horária do componente, conforme previsto nos planos de ensino (UFPE, 2023). O curso também adota metodologias pedagógicas flexíveis, conforme as orientações da Resolução nº 5/2025 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPE (UFPE, 2025). Essa diretriz visa a garantir a continuidade das atividades acadêmicas em contextos excepcionais, como eventos climáticos extremos, situações de emergência ou insegurança social, que impactam o cotidiano universitário. Nesses casos, prevê-se a adoção de estratégias metodológicas diversificadas, incluindo atividades síncronas, síncronas mediadas por tecnologia e assíncronas. As Atividades Práticas Supervisionadas (APS), devidamente previstas nos planos de ensino e registradas nos sistemas acadêmicos institucionais, constituem recurso relevante nesse cenário, permitindo a manutenção do vínculo pedagógico por meio de ações planejadas e alinhadas ao projeto formativo do curso. A proposta metodológica considera ainda os diferentes tempos, modos e ritmos de aprendizagem dos estudantes, respeitando suas singularidades e contextos socioculturais. Essa perspectiva está em consonância com os princípios estabelecidos no Artigo 205 da Constituição Federal de 1988, que reconhece a educação como direito de todos e dever do Estado e da família, a ser promovida com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao preparo para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho (Brasil, 1988). Compreendendo a educação como um direito humano universal, o curso adota uma abordagem inclusiva e equitativa, assegurando condições para o acesso, a permanência e o êxito dos estudantes, especialmente daqueles com deficiência, mobilidade reduzida, transtornos específicos da aprendizagem, Transtorno do Espectro Autista, transtornos do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação ou outras necessidades educacionais específicas. Nesse sentido, a metodologia adotada está plenamente alinhada ao Decreto nº 6.949/2009, que promulga a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e à Lei nº 13.146/2015, 28 que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Tais normativas reforçam o compromisso institucional com a acessibilidade e a valorização da diferença, promovendo a eliminação de barreiras atitudinais, pedagógicas, físicas e tecnológicas no ambiente educacional (Brasil, 2009; Brasil, 2015b). Para garantir o direito à comunicação e à informação das pessoas surdas, o curso reconhece a Lei nº 10.436/2002, que oficializa a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, prevendo, sempre que necessário, o apoio de intérpretes de Libras, o uso de materiais acessíveis e estratégias pedagógicas adaptadas (Brasil, 2002). Complementando esse compromisso, também se observa o Decreto nº 7.611/2011, que dispõe sobre a oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE), de forma complementar e suplementar à formação regular, dentro e fora do turno escolar (Brasil, 2011). O curso está ainda em consonância com a Resolução nº 11/2019 do Conselho Universitário da UFPE, que estabelece a Política de Acessibilidade e Inclusão da universidade (UFPE, 2019). Em conformidade com essa resolução, as ações metodológicas contam com o apoio do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NACE/UFPE), responsável por orientar os docentes e coordenar medidas de apoio aos discentes, como: Uso de tecnologias assistivas e recursos acessíveis; Adaptação de materiais didáticos, ambientes e estratégias pedagógicas; Oferta de tradutor/intérprete de Libras, ledor, transcritor e outros apoios especializados; Apoio à mobilidade; Avaliações diferenciadas e mediações pedagógicas inclusivas. Dessa forma, a proposta metodológica também se articula aos princípios do Programa INCLUIR, do Ministério da Educação, que orienta as ações voltadas à inclusão de estudantes com deficiência no ensino superior (Brasil, 2007). Ao reconhecer a diversidade como valor educativo, o curso promove uma cultura institucional de acolhimento, respeito e equidade de oportunidades, formando professores comprometidos com os direitos humanos, a justiça social e a transformação da realidade escolar. Um exemplo notável de ação voltada à inclusão é o projeto INCLUBIO – Incubadora de Saberes em Biologia, que desde 2016 vem contribuindo para a construção de uma educação inclusiva no ensino de Ciências e Biologia. Iniciado com oficinas pedagógicas voltadas à formação de professores para o atendimento de estudantes com deficiência, o projeto ampliou suas ações para incluir a produção de materiais táteis, rodas de conversa com docentes e discentes, bem como o desenvolvimento de um glossário em LIBRAS com termos da área biológica. XII. SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO 29 Avaliação da Aprendizagem O desenvolvimento das competências necessárias para a prática profissional de um biólogo requer a utilização de metodologias diversas e avaliações periódicas. A avaliação é baseada na elaboração de textos, seja na forma de relatórios ou artigos científicos, apresentações de seminários e painéis, bem como nas formas tradicionais de avaliação para identificar o aprendizado de alguns conceitos que não podem ser facilmente trabalhados experimentalmente. A avaliação da aprendizagem constitui uma etapa fundamental do processo de ensino e aprendizagem, devendo estar alinhada às metodologias didático-pedagógicas adotadas e às normas institucionais. Trata-se de um processo sistemático, contínuo e cumulativo, orientado pelos objetivos do Projeto Pedagógico do Curso e pelas diretrizes da Resolução nº 04/1994 do CCEPE (Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão), da Universidade Federal de Pernambuco. Essa avaliação deverá verificar a capacidade do licenciando de enfrentar situações concretas, mobilizar e articular, com autonomia, postura crítica e ética, seus recursos subjetivos, bem como os atributos constituídos ao longo do processo ensino-aprendizagem. Dessa forma, a avaliação da aprendizagem consiste de um processo sistemático, continuado e cumulativo que contempla: o diagnóstico, o acompanhamento, a reorientação e o reconhecimento de saberes, competências, habilidades e atitudes; as diferentes atividades, ações e iniciativas didático- pedagógicas compreendidas em cada componente curricular; a análise, a comunicação e orientação periódica do desempenho do aluno em cada atividade, fase ou conjunto de ações e iniciativas didático-pedagógicas; a prescrição e/ou proposição de oportunidades suplementares de aprendizagem nas situações de desempenho considerado insuficiente em uma atividade, fase ou conjunto de ações e iniciativas didático-pedagógicas. Assim, o processo avaliativo permite ao discente identificar os avanços em sua aprendizagem e, se necessário, reorientar seu envolvimento com o curso, ajustando estratégias de estudo, organização do tempo e dedicação às atividades: empenhando-se mais, dando maior atenção às atividades e disciplinas em que encontra maior dificuldade, revendo seu método de estudo, planejando melhor seu tempo, etc. As atividades integradas do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, possibilitará o acompanhamento do desempenho escolar de cada licenciado, de modo a identificar aspectos que demandem atenção especial, visando buscar meios de ajudá-lo a superar suas dificuldades. Aos responsáveis pela gestão do curso, a avaliação de desempenho do aluno servirá como “fornecedor de informações”, apontando para a necessidade de mudança da prática pedagógica, de revisão dos materiais didáticos, do desenvolvimento do curso e do próprio processo avaliativo. 30 Para cada disciplina ou atividade do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, resguardando as especificidades, a avaliação consistirá num processo contínuo onde se prevê em procedimentos principais: - O aluno realiza atividades avaliativas através das quais procurar-se-á verificar seu processo de construção de conhecimentos propostos pela disciplina ou atividade de curso, bem como seu progresso na aquisição de habilidades e competências previstas; - A escolha dos instrumentos para obtenção de dados e informações deverá ser bastante criteriosa e ter em vista as características e objetivos da disciplina, dentre eles, salientamos: trabalhos escritos individuais ou em grupo; relatórios de projetos ou de pesquisas; realização de experimentos, participação em trabalho de campo, seminários; provas; estudos de caso, preparação e análise de planos; observação de aulas; entrevistas; memorial; monografias; exercícios; redação de textos; elaboração de material didático, comentários e resenhas sobre textos, vídeos e áudios; resolução de problema, solução de casos práticos. Para o Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura a avaliação será considerada um processo e será percebida como uma condição que torna mais dinâmica a ação do curso pela qual se procura identificar, aferir, investigar e analisar o desenvolvimento do aluno, do professor e do curso, confirmando se a construção do conhecimento ocorreu de forma teórica e prática. Será uma das formas como o curso pode verificar o alcance dos seus objetivos na medida em que tem fundamentos filosóficos, psicológicos e pedagógicos apoiados no dinamismo, continuidade, integração, abrangência, cooperação e versatilidade. A avaliação da aprendizagem segue as normas da Resolução nº 04/1994 do CCEPE, que estabelece critérios de aprovação por média, aprovação, reprovação por rendimento e/ou por frequência, bem como as regras para revisão de avaliações e realização de segunda chamada. A frequência mínima obrigatória é de 75% nas aulas teóricas e práticas, sob pena de reprovação caso não seja cumprida. A avaliação do aproveitamento ocorre por meio de verificações parciais durante o semestre, além de um exame final ao término do período letivo, sendo que as notas atribuídas vão de 0,0 a 10,0, com pelo menos duas avaliações parciais previstas no plano de ensino. O aluno com frequência mínima e média parcial igual ou superior a 7,0 é aprovado automaticamente, dispensando exame final. Caso precise realizar o exame final, a média parcial e a nota do exame não podem ser inferiores a 3,0, e a média final deve ser igual ou superior a 5,0, calculada pela média aritmética entre as duas notas. O controle acadêmico é gerenciado pelo Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), ferramenta informatizada e acessível a alunos, professores e coordenação. O sistema garante privacidade na visualização de resultados e transparência no processo avaliativo. Em consonância com a Resolução nº 11/2019 do CONSUNI/UFPE, referente à Política de Acessibilidade e Inclusão, o curso, em parceria com o NACE/UFPE, adota estratégias que 31 asseguram avaliação acessível aos estudantes com deficiência, mobilidade reduzida, transtornos específicos de aprendizagem, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Tais estratégias incluem: tempo adicional em provas e atividades, avaliações em formatos acessíveis, presença de ledores, transcritores, intérpretes de Libras e demais recursos ajustados às necessidades específicas de cada discente. Avaliação Institucional A avaliação institucional da UFPE integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), estabelecido pela Lei nº 10.861/2004. Essa avaliação contempla duas modalidades: ➔ Autoavaliação - coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) de cada instituição e orientada pelas diretrizes e pelo roteiro da autoavaliação institucional da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), com foco na percepção institucional de seus atores e no aperfeiçoamento da qualidade acadêmica; ➔ Avaliação externa - realizada por comissões designadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a avaliação externa tem como referência os padrões de qualidade para a educação superior expressos nos instrumentos de avaliação e nos relatórios das autoavaliações. O processo de avaliação externa, independente de sua abordagem, orienta-se por uma visão multidimensional que busca integrar sua natureza formativa e reguladora numa perspectiva de globalidade. Avaliação das Condições de Ensino A avaliação das condições de ensino na UFPE está regulamentada pela resolução nº 10/2017 do CCEPE e compreende a autoavaliação de docentes e discentes, a avaliação da infraestrutura e a avaliação do docente pelo discente. Essa, por sua vez, tem sido realizada atualmente através de consulta aos docentes e discentes, por meio de um questionário, apresentado via SIGAA, garantindo abrangência e sistematização no tratamento dos dados. ➔ Autoavaliação de docentes e discentes - Realizada anualmente, propõe a avaliação da autopercepção dos docentes e discentes quanto ao seu desempenho nas atividades acadêmicas; ➔ Avaliação da infraestrutura - Realizada bianualmente, permite que docentes e discentes 32 avaliem as condições dos espaços físicos (salas de aula, laboratórios e áreas de convivência), do acervo das bibliotecas, dos equipamentos e dos recursos didáticos disponíveis para uso nas aulas, entre outros aspectos; ➔ Avaliação docente pelo discente - Conduzida semestralmente, consiste na avaliação do docente pelos discentes, considerando aspectos acadêmicos, o conteúdo das aulas práticas e teóricas, a relação pedagógica com os estudantes, a pontualidade, a assiduidade e os métodos de avaliação adotados. Avaliação do Curso A avaliação do curso vem sendo realizada mediante nova dinâmica orientada pelo Ministério da Educação, por meio do Sinaes, criado pela Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004. Este é formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes (Enade). O Sinaes tem como objetivo avaliar de forma abrangente os diversos aspectos que compõem a educação superior no Brasil, com base em três eixos principais: ensino, pesquisa e extensão. Além desses, são considerados critérios como responsabilidade social, desempenho discente, gestão institucional, qualificação do corpo docente, infraestrutura e outros elementos relevantes. Os resultados obtidos por meio dessas avaliações têm orientado a implementação de ações e a tomada de decisões estratégicas voltadas à melhoria contínua do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, promovendo a qualidade e a efetividade da formação acadêmica. Acompanhamento de Egressos O acompanhamento de egressos é uma estratégia essencial para retroalimentar o processo de avaliação e reestruturação do curso. A UFPE disponibiliza o Portal de Egressos (https://sites.ufpe.br/portalegressos/), que permite o contato permanente com os ex-alunos e coleta de dados sobre suas experiências profissionais. Periodicamente, serão enviados formulários com o intuito de avaliar a inserção dos egressos no mercado de trabalho, seu desempenho nas atividades docentes e sugestões de aprimoramento do curso. As informações obtidas por meio desses instrumentos contribuirão para decisões pedagógicas e institucionais que visem ao aprimoramento contínuo da formação ofertada pelo curso de Ciências Biológicas – Licenciatura. 33 XIII. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR DO CURSO O novo currículo do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura foi elaborado em consonância com as Resoluções CES/CP nº 1 e nº 2, de 2002, que estabelecem as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Ciências Biológicas, definindo a estrutura geral, o perfil do egresso, as competências e habilidades esperadas, bem como a necessidade de articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Além disso, o currículo está fundamentado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), que regulamenta o sistema educacional brasileiro, estabelecendo os princípios e fins da educação nacional e orientando a organização dos cursos superiores, inclusive os de licenciatura, com ênfase na formação pedagógica, prática de ensino e estágio supervisionado. O currículo ainda observa as diretrizes do Conselho Federal de Biologia, conforme a Resolução nº 227/2010, que define e delimita os campos de atuação do biólogo nas áreas de meio ambiente, biodiversidade, saúde, biotecnologia e produção, garantindo que a formação acadêmica seja compatível com as competências profissionais exigidas para o exercício da profissão. A construção do perfil do egresso do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura está ancorada em marcos legais que garantem uma formação voltada à promoção da diversidade, da equidade e da cidadania. Dentre esses dispositivos, destacam-se as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, assim como a Resolução CNE/CP nº 01/2004, que estabelecem a obrigatoriedade da inclusão das temáticas da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e dos Povos Indígenas na educação básica, o que exige dos cursos de licenciatura a devida preparação de seus futuros docentes para abordar tais conteúdos com criticidade, sensibilidade e respeito às distintas matrizes culturais que compõem a sociedade brasileira. Nesse contexto, o novo currículo do curso ultrapassa a abordagem meramente disciplinar ao tratar da Educação para as Relações Étnico-Raciais, promovendo uma perspectiva transdisciplinar. Tal abordagem busca integrar, ao longo da formação docente, temas como a história da África e dos africanos, a resistência dos povos negros e indígenas no Brasil, suas expressões culturais e suas contribuições para a constituição da sociedade nacional nas esferas social, econômica e política. Destaca-se, ainda, a inclusão da temática da educação escolar quilombola, que será incorporada em componentes curriculares já existentes, como Políticas Educacionais, Organização e Funcionamento da Escola Básica, sem a necessidade de criação de nova disciplina. A Educação para as Relações Étnico-Raciais assume, ainda, um papel formativo na construção de valores, atitudes e posturas voltadas ao reconhecimento da diferença e à promoção dos direitos humanos. Busca-se, por meio dela, formar cidadãos críticos, aptos a conviver com a 34 diversidade e a contribuir para a consolidação de uma cultura democrática baseada na justiça social e na valorização das identidades. Todas essas ações estão em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, que estabelecem como princípios orientadores a consciência política e histórica da diversidade, o fortalecimento de identidades e direitos, e o comprometimento com ações educativas de enfrentamento ao racismo e às discriminações. A formação docente oferecida pelo curso de Ciências Biológicas – Licenciatura contempla, de forma estruturada, a dimensão ambiental como um de seus eixos formativos fundamentais. Tal compromisso está alinhado com a Lei nº 9.795/1999, que institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e com o Decreto nº 4.281/2002, que a regulamenta. Esses dispositivos estabelecem que a Educação Ambiental deve ser integrada de maneira contínua e transversal em todos os níveis e modalidades de ensino, orientando a prática educativa para a construção de uma sociedade sustentável. Nesse contexto, o curso visa preparar profissionais conscientes de seu papel como agentes transformadores, aptos a promover práticas pedagógicas que articulem os conhecimentos biológicos com ações voltadas à preservação dos ecossistemas, ao uso racional dos recursos naturais e à formação de valores éticos e solidários. A abordagem do eixo Meio Ambiente torna-se, assim, mais expressiva na estrutura curricular, favorecendo uma compreensão ampliada das relações entre seres humanos e natureza, além de incentivar a reflexão crítica sobre os impactos das ações humanas no planeta. A proposta pedagógica rejeita uma abordagem compartimentalizada da Educação Ambiental, optando por estratégias interdisciplinares que mobilizam componentes curriculares obrigatórios e eletivos para o desenvolvimento integrado do tema. Essa integração se justifica pela própria complexidade da temática ambiental, que exige a análise de múltiplas dimensões — sociais, econômicas, políticas e culturais — do modelo de desenvolvimento vigente. Como preconiza a Resolução CNE/CP nº 02/2012, as ações educativas devem estimular a redefinição de valores, a responsabilidade coletiva na defesa do equilíbrio ecológico e o fortalecimento da consciência crítica. Nesse sentido, a Educação Ambiental é tratada não como um conteúdo isolado, mas como princípio formativo presente em diversas disciplinas do curso. Entre os componentes que assumem papel articulador da temática ambiental, destacam-se, no núcleo obrigatório, as disciplinas Biogeografia, Ecologia I, Ecologia II e Metodologia do Ensino de Biologia (MEB I, II, III e IV). Os objetivos dessa inserção curricular envolvem: promover uma compreensão sistêmica do meio ambiente, fomentar práticas sociais sustentáveis de produção e consumo, garantir o acesso democrático à informação socioambiental e incentivar a mobilização social e política em 35 defesa da justiça ambiental. A consecução desses objetivos requer do corpo docente a capacidade de integrar diferentes saberes e metodologias, assegurando uma abordagem contextualizada e significativa para os estudantes, em consonância com os desafios contemporâneos. Em conformidade com o Decreto nº 5.626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436/2002, o curso oferta a disciplina de Libras (Língua Brasileira de Sinais) como componente curricular obrigatório, garantindo a formação de professores preparados para a inclusão de estudantes surdos nos espaços escolares, promovendo acessibilidade linguística e comunicacional. Ademais, em consonância com a Resolução CNE/CP nº 01/2012, que estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, o curso contempla, de forma transversal, conteúdos que abordam o respeito à diversidade, a promoção da cultura da paz, o combate a todas as formas de discriminação, o acolhimento das diferenças, o diálogo inter- religioso, a defesa dos direitos das pessoas com deficiência e os princípios da justiça social. Essas diretrizes norteiam uma formação que vai além do domínio técnico e científico, buscando formar professores-cidadãos, comprometidos com uma educação inclusiva, democrática e transformadora. As disciplinas e atividades do currículo do curso estão distribuídas em oito (08) semestres, considerado tempo mínimo para a integralização curricular, limitado ao máximo de 14 (catorze) semestres. Esta delimitação temporal corresponde às exigências das resoluções para os cursos de Licenciatura, apresentada de acordo com a matriz de periodização constante da ESTRUTURA CURRICULAR, que indica a sequência recomendada para o aluno cursar as disciplinas. Em cumprimento às determinações da Resolução nº. 12/2008-CCEPE/UFPE, foram estabelecidas a carga horária mínima de integralização e dimensões dos componentes curriculares, perfazendo a Carga Horária Total Plena de 3.300 horas, conforme segue: A carga horária do Cursos de Licenciatura será efetivada mediante a integralização de, no mínimo, 3.300 (três mil e trezentas) horas, nas quais a articulação teoria-prática garanta, nos termos dos seus Projetos Pedagógicos, as seguintes dimensões dos componentes comuns: I - 420 (quatrocentas e vinte) horas de Prática como Componente Curricular, distribuídas entre os componentes Metodologia do Ensino de Biologia (180 h), Avaliação da Aprendizagem (60 horas), Didática (60 horas), LIBRAS-Língua Basileira de Sinais (60 horas), Práticas de Laboratório para o Ensino de Ciências (60 horas); II - 420 (quatrocentas e vinte) horas dedicadas ao Estágio Curricular Supervisionado em Biologia, distribuídas em 04 (quatro) componentes denominados Estágio de Ensino de Biologia I a IV; III - 2.025 (duas mil e vinte e cinco) horas em Componentes Curriculares Obrigatórios de 36 Biologia e áreas afins, incluindo, os seguintes componenentes de Educação: Fundamentos de Educação (60 horas), Políticas de Educação e do Ensino Básico (60 horas), Gestão Educacional (60 horas) e Fundamentos da Psicologia da Educação (90 horas); IV - 200 (duzentas) horas de Atividades Complementares, de livre escolha dos discentes, a serem cursadas conforme descrito na seção ESTRUTURA CURRICULAR, subseção ATIVIDADES COMPLEMENTARES; V - 235 (duzentas e trinta e cinco) horas em Componentes Curriculares Eletivos, a serem escolhidos pelos discentes entre os componentes optativos constantes do Perfil Curricular do Curso. Tabela 1 – Componentes curriculares obrigatórios por período do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura. Carga COMPONENTES OBRIGATÓRIOS Cré Ch Horária dito Tot Sigla s al Co- CICLO PROFISSIONAL Teo Prát Pré-Requisitos Depto. Requisitos 1º PERÍODO HE244 Biologia Celular 30 2 30 BR259 Introdução à Física 30 2 30 BO372 Morfologia Vegetal 30 30 3 60 ZO379 Invertebrados 1 30 30 3 60 SF451L Química Orgânica 30 30 3 60 SF451L Fundamentos da Educação 60 4 60 TE745L Metodologia do Ensino de Biologia 1 60 4 60 TOTAL 360 HORAS 2º PERÍODO BR260 Biofísica 45 3 45 Introdução à Física HE019 Embriologia 30 2 30 BO248 Fisiologia Vegetal 30 30 3 60 BQ316 Fundamentos de Bioquímica 30 30 3 60 Química Orgânica ZO380 Invertebrados 2 30 30 3 60 Invertebrados 1 TE707L Didática 60 4 60 TE746L Metodologia do Ensino de Biologia 2 30 30 3 60 Metodologia do Ensino de Biologia 1 TOTAL 375 HORAS 3º PERÍODO BR009 Bioestatística 45 3 45 ZO381 Chordata 1 30 30 3 60 BO373 Diversidade de Plantas sem Sementes 30 30 3 60 HE245 Histologia Geral 30 30 2 60 AT248 Química Aplicada à Biologia 30 30 3 60 Química Orgânica TE747L Estágio em Ensino de Biologia 1 30 60 4 90 TOTAL 375 HORAS 4º PERÍODO ZO382 Chordata 2 30 30 3 60 BO376 Diversidade de Plantas com Sementes 30 30 3 60 Diversidade de Plantas sem Sementes GN003 Genética Mendeliana 30 30 3 60 Fundamentos de Bioquímica 37 IN826 Metodologia Científica 45 3 45 IN927 Práticas de Laboratório para Ensino de Ciências 15 45 3 60 PO492L Fundamentos Psicológicos da Educação 90 6 90 TOTAL 375 HORAS 5º PERÍODO AN228 Anatomia Humana 1 30 30 3 60 GN338 Biologia Molecular da Célula 30 30 3 60 Genética Mendeliana ZO383 Ecologia I 30 30 3 60 ML205 Microbiologia 30 30 3 60 TE750L Metodologia do Ensino de Biologia 3 30 30 3 45 Metodologia do Ensino de Biologia 2 AP493 Políticas Educacionais, Organização e 60 4 60 Funcionamento da Escola Básica TOTAL 360 HORAS 6º PERÍODO AN229 Anatomia Humana 2 30 30 3 60 Anatomia Humana 1 BO374 Ecologia 2 30 30 3 60 Ecologia 1 GN238 Genética de Populações 45 3 45 Genética Mendeliana GE251 Geologia 30 2 30 TE749L Estágio em Ensino de Biologia 2 30 60 4 90 Estágio em Ensino de Biologia 1 PO496 Fundamentos da Língua Brasileira de Sinais na 60 4 60 Educação TOTAL 345 HORAS 7º PERÍODO FF255 Fisiologia Humana 30 30 3 60 Anatomia Humana 1 GE255 Paleontologia Geral 30 30 3 60 Geologia ML334 Parasitologia Humana 30 30 3 60 PO493 Avaliação da Aprendizagem 60 4 60 TE750L Estágio em Ensino de Biologia 3 30 90 5 120 Estágio em Ensino de Biologia 2 TOTAL 360 HORAS 8º PERÍODO BO375 Biogeografia 30 30 3 60 GN227 Evolução 45 3 45 Genética de Populações TE751L Estágio em Ensino de Biologia 4 30 90 5 120 Estágio em Ensino de Biologia 3 AP494 Gestão Educacional/Escolar 60 0 0 60 TOTAL 285 HORAS Total de horas em componentes obrigatórios 2835 horas Tabela 2 – Componentes curriculares Eletivos do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura. Carga COMPONENTES ELETIVOS Horária (CH) Créd CH Total Sigla itos Depto. SEM PERIODIZAÇÃO Teo Prát Pré-Requisitos Co-Requisitos AT254 Análise Bacteriológica da Água 30 30 3 60 AT270 Biossegurança 60 4 60 ZO200 Atuação Profissional do Biólogo 30 2 60 ZO203 Biologia Marinha L 30 15 2 45 BO216 Botânica Ornamental 15 30 2 45 BO355 Ecofisiologia de Plantas da Caatinga 30 30 3 60 HE233 Histologia Comparada 30 30 3 60 38 BO321 Interações Ambiente-Vegetais 30 30 3 60 ZO335 Macrobentos Marinhos e Estuarinos 30 30 3 60 BO260 Botânica Econômica 45 3 45 ML316 Fungos de Interesse Econômico e Ecológico 45 3 45 ZO205 Entomologia Aplicada 15 30 2 45 BO329 Plantas Tóxicas e Medicinais 15 30 2 45 GN233 Citogenética 30 30 3 60 GN339 Bioinformática 15 30 2 45 GN340 Diversidade Genética 45 3 45 GN316 Seminários em Genética 45 3 45 GN311 Regulação Gênica 45 3 45 ML222 Genética de Fungos 45 3 45 ML216 Fungos Micorrízicos 30 15 2 45 ML319 Micologia Médica L 15 30 2 45 ML220 Ecologia de Fungos 30 15 2 45 Tabela 3 – Estrutura Curricular do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO CURRÍCULO DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – LICENCIATURA (PERFIL 5503) - Válido para os alunos ingressos a partir de 2011 Carga COMPONENTES OBRIGATÓRIOS Horária Ch Créd Tota itos Sigla l CICLO BÁSICO Teo Prát Pré-Requisitos Co-Requisitos Depto. HE244 Biologia Celular 30 2 30 TE707L Didática 60 4 60 SF451L Fundamentos da Educação 60 4 60 AN228 Anatomia Humana 1 30 30 3 60 SF451L Química Orgânica 30 30 3 60 HE019 Embriologia 30 2 30 HE245 Histologia Geral 30 30 2 60 TE745L Metodologia do Ensino de Biologia 1 60 4 60 BO375 Biogeografia 30 30 3 60 GN003 Genética Mendeliana 30 30 3 60 Fundamentos de Bioquímica BR259 Introdução à Física 30 2 30 CICLO PROFISSIONAL OU TRONCO Carga COMUM Horária Ch Créd Tota itos l Sigla CICLO PROFISSIONAL Teo Prát Pré-Requisitos Co-Requisitos Depto. GN338 Biologia Molecular da Célula 30 30 3 60 Genética Mendeliana BR260 Biofísica 45 3 45 Introdução à Física TE746L Metodologia do Ensino de Biologia 2 30 30 3 60 Metodologia do Ensino de Biologia 1 AN229 Anatomia Humana 2 30 30 3 60 Anatomia Humana 1 AT248 Química Aplicada à Biologia 30 30 3 60 Química Orgânica ZO379 Invertebrados 1 30 30 3 60 39 IN826 Metodologia Científica 45 3 45 FF255 Fisiologia Humana 30 30 3 60 Anatomia Humana 1 ZO380 Invertebrados 2 30 30 3 60 Invertebrados 1 BO372 Morfologia Vegetal 30 30 3 60 TE747L Estágio em Ensino de Biologia 1 30 60 4 90 BQ316 Fundamentos de Bioquímica 30 30 3 60 Química Orgânica PO492L Fundamentos Psicológicos da Educação 90 6 90 ZO381 Chordata 1 30 30 3 60 ZO382 Chordata 2 30 30 3 60 Chordata 1 TE749L Estágio em Ensino de Biologia 2 30 60 4 90 Estágio em Ensino de Biologia 1 BO248 Fisiologia Vegetal 30 30 3 60 BR009 Bioestatística 45 3 45 Matemática TE750L Metodologia do Ensino de Biologia 3 30 30 3 45 Metodologia do Ensino de Biologia 2 GN238 Genética de Populações 45 3 45 Genética Mendeliana ZO383 Ecologia I 30 30 3 60 BO374 Ecologia 2 30 30 3 60 Ecologia 1 BO376 Diversidade de Plantas com Sementes 30 30 3 60 Diversidade de Plantas sem Sementes BO373 Diversidade de Plantas sem Sementes 30 30 3 60 PO496 Fundamentos da Língua Brasileira de Sinais na 60 4 60 Educação GE255 Paleontologia Geral 30 30 3 60 Geologia GE251 Geologia 30 2 30 AP493 Políticas Educacionais, Organização e 60 4 60 Funcionamento da Escola Básica TE750L Estágio em Ensino de Biologia 3 30 90 5 120 Estágio em Ensino de Biologia 2 AP494 Gestão Educacional/Escolar 15 30 2 45 IN927 Práticas de Laboratório para Ensino de Ciências 15 45 3 60 ML334 Parasitologia Humana 30 30 3 60 GN227 Evolução 45 3 45 Genética de Populações TE751L Estágio em Ensino de Biologia 4 39 90 5 120 Estágio em Ensino de Biologia 3 PO493 Avaliação da Aprendizagem 60 4 60 (PERFIL 5503) - Válido para os alunos ingressos a partir de 2011 Carga Horária Ch Créd COMPONENTES ELETIVOS itos Tota Sigla l Teo Prát Pré-Requisitos Co-Requisitos Depto. AT254 Análise Bacteriológica da Água 30 30 3 60 AT270 Biossegurança 60 4 60 ZO200 Atuação Profissional do Biólogo 30 2 60 ZO203 Biologia Marinha L 30 15 2 45 BO216 Botânica Ornamental 15 30 2 45 BO355 Ecofisiologia de Plantas da Caatinga 30 30 3 60 HE233 Histologia Comparada 30 30 3 60 BO321 Interações Ambiente-Vegetais 30 30 3 60 ZO335 Macrobentos Marinhos e Estuarinos 30 30 3 60 BO260 Botânica Econômica 45 3 45 ML316 Fungos de Interesse Econômico e Ecológico 45 3 45 ZO205 Entomologia Aplicada 15 30 2 45 BO329 Plantas Tóxicas e Medicinais 15 30 2 45 GN233 Citogenética 30 30 3 60 GN339 Bioinformática 15 30 2 45 40 GN340 Diversidade Genética 45 3 45 GN316 Seminários em Genética 45 3 45 GN311 Regulação Gênica 45 3 45 ML222 Genética de Fungos 45 3 45 ML216 Fungos Micorrízicos 30 15 2 45 ML319 Micologia Médica L 15 30 2 45 ML220 Ecologia de Fungos 30 15 2 45 Síntese de Carga Horária Componentes Obrigatórios 2.835 h Componentes Eletivos do Perfil 265 h Componentes Eletivos Livres ou 200 Atividades Complementares Carga Horária Total 3.300h *Todo aluno vinculado ao perfil obrigatoriamente participará de atividades complementares. INTEGRALIZAÇÃO CURRICULAR Tempo Mínimo* 08 sem Tempo Médio Tempo Máximo* 14 sem * preenchimento obrigatório XIV. ATIVIDADES CURRICULARES ATIVIDADES COMPLEMENTARES As Atividades Complementares integram o conjunto das atividades curriculares obrigatórias do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, em consonância com a Resolução CCEPE nº 12/2013. Tais atividades visam ampliar e enriquecer a formação do estudante, promovendo o desenvolvimento de competências e habilidades por meio de vivências acadêmicas, científicas, culturais e sociais que extrapolam os conteúdos das disciplinas curriculares. O cumprimento de uma carga horária mínima obrigatória de 200 (duzentas) horas é exigido, podendo ser realizada ao longo do curso, conforme as diretrizes estabelecidas na Resolução nº 12/2013 - CEPE. São consideradas atividades complementares aquelas vinculadas à iniciação científica, projetos de extensão, monitoria, participação em eventos científicos, cursos de formação, 41 atividades de iniciação à docência, estágios extracurriculares, apresentação e publicação de trabalhos, entre outras previstas no regulamento. O aproveitamento das atividades será realizado mediante requerimento do discente, acompanhado da documentação comprobatória pertinente e submetido à apreciação do Colegiado de Curso, conforme os critérios descritos no regulamento. Ressalta-se que nenhuma atividade poderá ser creditada em mais de uma categoria simultaneamente, sendo vedado o duplo aproveitamento de carga horária. As atividades não previstas expressamente no regulamento poderão, excepcionalmente, ser reconhecidas como complementares, desde que aprovadas pelo Colegiado, com base em sua relevância formativa. Visando facilitar os procedimentos de creditação de Atividades Complementares e tornar mais equilibrada a concessão de créditos segundo as dificuldades e carga horária de cada atividade, o Colegiado decidiu que a creditação ocorrerá mediante requisição do aluno, sempre no semestre seguinte ao término da atividade: I) Serão creditadas como Projeto de Monitoria as atividades de monitoria voluntária ou bolsista, aprovadas pela PROGRAD/UFPE ou órgão competente, mediante solicitação pelo aluno, devidamente documentada, da seguinte maneira: a) creditação de 30 h, em Projeto de Monitoria, para cada 01 (um) semestre de monitoria; II) A atividade de Iniciação Científica poderá ser creditada pela participação do aluno em projeto de pesquisa aprovado pela PROPESQI/CNPq, Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) ou órgão competente, como voluntário ou bolsista, mediante requisição do aluno, devidamente documentada, acompanhada do relatório final aprovado, assinado pelo professor, ou declaração de finalização, da seguinte maneira: a) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação Científica, para participação em projeto com duração de 01 (um) ano; b) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação Científica 2, para nova participação em projeto com duração de 01 (um) ano. III) A atividade de Iniciação à Docência poderá ser creditada pela participação do aluno no PIBID e Residência Pedagógica, em projeto de iniciação à docência ou em estágio didático supervisionado voluntário em escola pública, mediante requisição pelo aluno, devidamente documenta, da seguinte forma: a) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação à Docência 1, para participação com duração de 01 (um) ano; b) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação à Docência 2, para participação com 42 duração adicional de 01 (um) ano. IV) A atividade de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia (REDEC) poderá ser creditada pela participação do aluno no REDEC, em projeto de residência pedagógica bolsista ou voluntário em escola pública, mediante requisição pelo aluno, devidamente documenta, da seguinte forma: a) creditação de 60 h, em Projeto de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia 1, para participação com duração de 01 (um) ano; b) creditação de 60 h, em Projeto de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia 2, para participação com duração adicional de 01 (um) ano. V) A atividade de Apresentação de Trabalho em Congresso ou Publicação de Trabalhos Científicos em Periódicos Nacionais ou Internacionais, será creditada da seguinte forma: a) 60 h para apresentação, como primeiro autor, de resumo ou resumo expandido de trabalho de pesquisa em Biologia, em congresso de âmbito nacional ou internacional; b) 60 h para apresentação, como primeiro autor, de trabalho de pesquisa na área de licenciatura, em congresso de âmbito local, regional, nacional ou internacional. Será requerido do aluno os certificados ou comprovantes das apresentações, também limitada ao máximo de duas apresentações. c) 60 h para Publicação de Trabalho Científico, como autor ou co-autor, em revista de circulação nacional ou internacional. d) 30 h pela participação em Congresso e Eventos em categoria nacional ou internacional. VI) Para as disciplinas eletivas livres serão creditadas 30 h, para cada eletiva, independente se sua carga horária for superior a 30 h no semestre. ESTÁGIO SUPERVISIONADO O estágio é atividade teórico-prática que propicia ao discente de licenciatura o conhecimento, a análise e a reflexão sobre a docência, bem como sobre as escolas e as comunidades onde as mesmas estão inseridas, contribuindo para a formação de um profissional crítico e reflexivo, capaz de intervir na realidade na qual atuará. Nessa perspectiva, o estágio é concebido como uma atividade investigativa (Pimenta; Lima, 2009). Considerando tal concepção e o papel social da universidade, o estágio curricular 43 supervisionado não pode mais ser pensado como mera exigência legal, que assegura instrumentalização técnica para o exercício da função docente. Como destacam Pimenta e Lima (2009): “[...] a formulação do estágio como atividade teórica instrumentalizadora da práxis, tendo por base a concepção do professor (ou futuro professor) como intelectual em processo dialético de desenvolvimento do homem historicamente situado, abriu espaço para um início de compreensão do estágio como uma investigação das práticas pedagógicas nas instituições educativas. Essa visão mais abrangente e contextualizada do estágio indica, para além da instrumentalização técnica da função docente, um profissional pensante, que vive num determinado espaço e num certo tempo histórico, capaz de vislumbrar o caráter coletivo e social de sua profissão (Pimenta; Lima, 2009, p. 47). Além disso, por seu caráter teórico-prático, o estágio destaca-se como um componente curricular que integra e articula diferentes disciplinas do curso e os diversos saberes necessários ao exercício do trabalho docente em contextos escolares e não escolares. No Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, ofertado pelo Centro de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Estágio Curricular Supervisionado constitui-se como componente obrigatório da matriz curricular, regulamentado pela Lei Federal nº 11.788/2008 (Lei de Estágio), pela Resolução CCEPE nº 20/2015 e sua atualização mais recente, a Instrução Normativa nº 01/2023 – PROGRAD/UFPE. Além dessas, o estágio também observa as diretrizes estabelecidas nas Resoluções CCEPE nº 09/2016, nº 09/2018 e nº 02/2020, bem como os princípios da Política Institucional para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da UFPE. A carga horária total do Estágio Curricular Supervisionado é de 420 horas, distribuídas em quatro componentes curriculares obrigatórios, cursados a partir do 4º semestre: ➔ Estágio em Ensino de Biologia 1 (90h); ➔ Estágio em Ensino de Biologia 2 (90h); ➔ Estágio em Ensino de Biologia 3 (120h); ➔ Estágio em Ensino de Biologia 4 (120h). Cada componente possui ementas específicas, orientadas pelas diretrizes pedagógicas e objetivos formativos da licenciatura. As ementas dos referidos componentes curriculares são as seguintes: 44 ➔ Estágio em Ensino de Biologia 1 (EEB1): Diagnóstico do campo de estágio. Contextualização e problematização da gestão, da organização da escola e da sala de aula como espaços promotores do processo de ensino e aprendizagem. A regência como experiência didática na formação de professores. Organização do plano de estágio. A educação para as relações étnico-raciais e o ensino de Biologia. Documentos oficiais sobre os estágios e formação docente. ➔ Estágio em Ensino de Biologia 2 (EEB2): ensino de Ciências através de projetos. Interdisciplinaridade e contextualização no ensino de ciências e biologia. Currículo de Ciências/Biologia diversidade sexual e relações de gênero; Análise crítica da prática do Ensino de Ciências/Biologia a partir da observação e da regência de aulas nas séries finais do Ensino Fundamental e/ou no Ensino Médio em diversas modalidades de ensino e em contextos variados promovidos pelo/a professor/a ou pela escola. ➔ Estágio em Ensino de Biologia 3 (EEB3): A avaliação no processo de ensino- aprendizagem em Ciências e Biologia. Elaboração, aplicação e avaliação de sequências didáticas para os anos finais do ensino fundamental e/ou ensino médio, tomando como base os pressupostos teóricos e metodológicos discutidos nas disciplinas de Metodologia do Ensino de Biologia 1, 2 e 3. Análise de questões referentes à inclusão de alunos com deficiência e o seu impacto na prática docente em ciências e biologia. Discussão sobre a prática de ensino de ciências / Biologia e as demandas de professores da rede de escolas campo de estágio e dos licenciandos. ➔ Estágio em Ensino de Biologia 4 (EEB4): Elaboração, aplicação e avaliação de propostas de ensino em biologia para os anos finais do ensino fundamental e/ou ensino médio, tomando como base os pressupostos teóricos e metodológicos discutidos nas disciplinas de Metodologia do Ensino de Biologia 1, 2 e 3. O Ensino de Ciências e Biologia nos espaços de educação não-formal. Análise de questões referentes ao ensino de jovens, adultos e o seu impacto na prática docente em ciências e biologia. A disciplina também se destina a criar espaços de discussão e aproximação entre a prática de ensino de Ciências/biologia e as demandas de professores da rede de escolas campo de estágio e dos licenciandos. Considerando a Política Institucional para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da UFPE e a noção ampliada de docência, o estágio deve englobar o ensino e a gestão educacional e propiciar aos discentes da licenciatura em Ciências Biológicas o desenvolvimento das seguintes experiências: a) observação e acompanhamento das dinâmicas e do cotidiano da educação escolar e do fenômeno educativo em sua efetividade; 45 b) planejamento, execução e avaliação de processos de ensino-aprendizagem e de políticas e projetos educativos; c) exercício profissional supervisionado, compreendido como a regência das aulas, em ambientes escolares que ampliem e fortaleçam conhecimentos acerca [...] do ensino fundamental e médio, e das modalidades da educação profissional e de educação de jovens e adultos; d) exercício profissional supervisionado em outros espaços/instituições que requeiram saberes e conhecimentos atinentes aos cursos de licenciatura e que ofereçam oportunidades diversificadas de aprofundamento da formação docente (UFPE, 2023, p. 24). O Campo do estágio da Licenciatura em Ciências Biológicas é constituído pelo o Colégio de Aplicação da UFPE e por instituições de ensino fundamental e médio das redes pública e privada, devidamente conveniadas com a Universidade. Contudo, conforme a Política Institucional para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da UFPE, [...] confere-se prioridade, na definição do campo de estágio, à escola básica pública, podendo-se, excepcionalmente e com base em justificativas consistentes, permitir a sua realização em outros espaços educativos escolares e não escolares (UFPE, 2023, p. 23-24). A supervisão do Estágio Obrigatório ocorrerá de forma sistemática mediante a orientação, acompanhamento e avaliação pelos/as docentes orientadores/as e pelos/as supervisores/as do campo de estágio. O/a orientador/a do estágio é o docente do Centro de Educação/UFPE responsável pelo Componente Curricular Estágio (Estágio em Ensino de Biologia 1, 2, 3, 4). Suas atribuições são: disponibilizar e orientar o preenchimento da documentação do estágio; manter contato e avaliar as condições do campo do estágio; prestar esclarecimentos aos/às supervisores/as e aos/às estagiários/as em relação aos planos de trabalho/atividades do estágio; elaborar e apresentar aos/às discentes o cronograma da disciplina Estágio em Ensino de Biologia (1, 2, 3, 4) com a previsão dos encontros/aulas presenciais para orientação; indicar e discutir bibliografia, documentos e materiais didáticos que possam contribuir para as atividades no campo de estágio; orientar, acompanhar, elucidar dúvidas e propor soluções para dificuldades enfrentadas pelo/a estagiário/a; proporcionar espaços/tempos para a socialização e troca de experiências sobre as atividades vivenciadas no estágio e avaliar o desempenho e a frequência do/a estagiário/a no campo do estágio. 46 O/a supervisor/a do estágio é o/a docente da educação básica com formação e experiência profissional no ensino de Biologia/Ciências e que deve acolher o/a estagiário/a e acompanhar as suas ações didático pedagógicas no campo do estágio. O supervisor também tem por atribuição a elaboração do plano de estágio, o registro da frequência do/a estagiário/a e colaborar com o/a docente orientador/a na avaliação do/a estagiário/a. Para realização do estágio é necessário matrícula e frequência regular do/a discente no componente curricular Estágio em Ensino de Biologia (1, 2, 3, 4). No início de cada semestre, o/a discente matriculado/a no Estágio Supervisionado deve consultar a relação de escolas conveniadas com a UFPE na página da Prograd para verificar a vigência do convênio. Em parceria com o/a professor/a orientador/a e com o/a supervisor/a, o/a discente deverá planejar o desenvolvimento do estágio em uma relação dialógica UFPE/escola de educação básica. A documentação para o início do estágio é a seguinte: Carta de apresentação do/a estagiário/a à escola, elaborada pelo/a professor/a orientador/a; Termo de compromisso e Plano de Atividades. Os modelos do Termo de Compromisso e do Plano de Atividade são disponibilizados na página eletrônica da Coordenação de Formação para o Trabalho/Prograd. Conforme orientações da Prograd, o Termo de compromisso deve ser assinado pelo/a representante da concedente conveniada (escola), pelo/a representante da UFPE (Coordenador/a do Curso/do estágio) e pelo/a estagiário/a. A assinatura do Termo de Compromisso está condicionada à existência de convênio celebrado pela UFPE com a concedente e é condição imprescindível para o início das atividades do estágio. Quanto ao Plano de Atividade, o mesmo se constitui em anexo obrigatório do Termo de compromisso. Deve ser construído em diálogo entre o/a estagiário/a, o/a supervisor/a (campo do estágio/escola) e o/a professor/a orientador/a (UFPE). O documento deve ser assinado pelo/a estagiário/a, pelo/a Coordenador/a do Curso; pelo/a professora supervisor/a e pelo/a professor/a orientador/a e deve ser aprovado pelo coordenador do estágio do curso. De acordo com a legislação, deve ocorrer contratação de seguro para estágio obrigatório e estágio não obrigatório. No caso do Estágio Supervisionado Obrigatório do Curso de Ciências Biológicas-Licenciatura, tal obrigação será assumida pela UFPE. A comprovação do seguro se dará por meio do encaminhamento da planilha de controle de estagiário para a Coordenação de Formação para o Trabalho pela Coordenação de Estágio do Curso até o dia 20 (vinte) do mês anterior ao início do estágio, de acordo com o que dispõe o inciso IX, do art. 13, da Resolução n. 20/2015 do CEPE/UFPE. Quanto ao processo e definição dos critérios de avaliação do estágio, são de responsabilidade do/a professor/a orientador/a do estágio (UFPE) e contará com a colaboração do/a supervisor/a (campo do estágio). O processo de avaliação se pautará nas orientações 47 contidas na Resolução 02/2020-CEPE. O estágio não obrigatório poderá ser realizado pelo(a) discente, desde que devidamente reconhecido pela UFPE e respeitados os critérios do Regulamento de Atividades Complementares. Embora não componha a carga horária obrigatória do curso, poderá ser computado como atividade complementar, observando os limites definidos no regulamento. XV. FORMAS DE ACESSO AO CURSO O acesso ao Curso de Ciências Biológicas - Licenciatura, ocorre por meio das formas de ingresso previstas para os cursos presenciais de graduação da Instituição. Atualmente, o ingresso regular dá-se, majoritariamente, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), sendo este um sistema informatizado gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), que seleciona candidatos/as com base nos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A UFPE aderiu ao SiSU como fase única do processo seletivo a partir de 2015, conforme Termo de Adesão e resoluções específicas. A exceção ocorre para os cursos que exigem habilidades específicas, como Dança, Música e Letras-LIBRAS, nos quais é mantido processo seletivo complementar. Além do SiSU, o acesso ao curso pode ocorrer pelas seguintes formas: ➔ Reintegração: voltada para discentes da UFPE que tiveram vínculo encerrado e desejam retornar ao curso; ➔ Transferência Interna: destinada a discentes ativos/as que desejam mudar de turno, curso ou campus dentro da própria UFPE; ➔ Transferência Externa: direcionada a discentes oriundos/as de outras Instituições de Ensino Superior (IES), com o objetivo de prosseguirem no mesmo curso de graduação plena (e mesmo grau: Bacharelado ou Licenciatura), desde que reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação (CNE); ➔ Portador/a de Diploma: para candidatos/as que já concluíram um curso de graduação e desejam ingressar em outro curso da mesma área de conhecimento; ➔ Ingresso Ex Officio: regulamentado pela Lei Federal nº 9.536/19971, ocorre em casos de remoção ou transferência de ofício de servidor público federal (civil ou militar), ou de 1 Lei nº 9.536, de 11 /12/1997. Regulamenta o parágrafo único do art. 49 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Presidência da República. Brasília – DF: Diário Oficial da União de 12/12/1997. Disponível em: . Acesso em: 13.mar.2019. 48 seu/sua dependente legal, em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício, que acarrete mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora, ou para localidade mais próxima desta, possibilitando a transferência a qualquer tempo do ano, independentemente de vaga, para instituição localizada no novo domicílio ou em localidade mais próxima. Todas essas formas de ingresso, excetuando o SiSU e o ingresso Ex Officio, são regulamentadas pela Resolução CEPE/UFPE nº 08/2021, sendo os processos conduzidos conforme o calendário institucional e a disponibilidade de vagas ociosas decorrentes de evasão. Além dessas modalidades, a UFPE integra o Programa ANDIFES de Mobilidade Acadêmica, resultado de um convênio firmado entre várias Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), regulamentado pela Resolução CEPE/UFPE nº 10/2013, o qual permite a estudantes de cursos de graduação vinculados as IFES realizarem intercâmbio acadêmico com vínculo temporário com a Instituição receptora, por até dois semestres letivos, consecutivos ou não, podendo, em caráter excepcional, e a critério das Instituições envolvidas, ser prorrogado por mais um semestre. Com o intuito de ampliar o conhecimento da sociedade sobre seus cursos de graduação e estimular o ingresso, a Universidade promove anualmente a EXPO UFPE (https://sites.ufpe.br/expoufpe/). Este evento congrega todos os cursos da instituição, com programações presenciais e virtuais, oferecendo aos/às estudantes do ensino médio e demais interessados/as uma imersão nas atividades acadêmicas, nas áreas de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas na Universidade. XVI. CORPO DOCENTE O Corpo Docente do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura é composto por 41 professores, todos com Currículo Lattes disponível publicamente na Plataforma Lattes do CNPq (www.cnpq.br). Desses, 39 possuem titulação de doutor ou pós-doutor, e 2 são titulados como mestres. A predominância de docentes com formação em nível de doutorado está em conformidade com o disposto no Art. 66 da Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), evidenciando a qualificação do quadro docente, que não conta com nenhum professor com titulação apenas em nível de graduação, conforme demonstrado na Tabela 6. O curso conta com a participação de docentes vinculados a 10 departamentos distintos do Centro de Biociências (CB), além de professores provenientes do Centro de Educação (CE) e do 49 Centro de Tecnologia e Geociências (CTG), refletindo o caráter multidisciplinar e integrador da formação oferecida. 50 Tabela 6 - Relação de docentes que ministram aulas no Curso de Ciências Biológicas. TABELA DO CORPO DOCENTE Curso: Ciências Biológicas - Licenciatura Vinculação: Centro de Biociências NOME CPF ÁREA DO TITULAÇÃO² QUALIFICAÇÃO REGIME DE VÍNCULO CONHECIMENTO¹ PROFISSIONAL³ TRABALHO⁴ EMPREGATÍCIO⁵ Adriana Fontes 25989311818 Biofísica Doutorado Bacharelado e 40 h DE Estatutário Licenciatura em Física Adriane Pereira Wandeness 50055488153 Zoologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Alcina Magnólia da Silva Franca 22503277420 Paleontologia Doutorado Geóloga 40 h DE Estatutário Alexandre Reis Machado 7345622681 Micologia Doutorado Agronomia 40 h DE Estatutário André Luiz Cabral Monteiro de 1492984710 Micologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Azevedo Santiago Biológicas André Morgado Esteves 1402930780 Zoologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Andréa Lopes Bandeira Delmiro 78190576453 Química Doutorado Engenharia Química 40 h DE Estatutário Santana Orgânica/Química de Produtos Naturais 51 Antonio Fernando Morais de Oliveira 68396627487 Botânica Doutorado Ciências Biológicas 40 h DE Estatutário Licenciatura e Bacharelado Ariadna Valentina Lopes 71883282420 Botânica Doutorado Bacharel em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Ariene Bassoli Guimarães Histologia e Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Embriologia Biológicas Bruno Mendes Tenorio 5234466400 Morfologia Doutorado Medicina Veterinária 40 h DE Estatutário Bruno Severo Gomes 3152683448 Microbiologia, Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário REUNI Biológicas. Biomedicina, Ed. Física, Pedagogia, Historia, Teologia, Filosofia, Artes Visuais. Cecília Patrícia Alves Costa 96939125604 Ecologia Doutorado Bach em C. Biológicas 40 h DE Estatutário com ênfase em Ecologia Cristiane Souza de Menezes 78153816420 Ensino de Ciências Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário (Habilitação: Biologia) Danielle Dutra Pereira 08354097404 Histologia e Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário Embriologia (Habilitação: Biologia) Elcida de Lima Araújo 59057530406 Botânica Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Fernanda das Chagas Angelo Mendes 4239321441 Morfologia Doutorado Ciências Biológicas/ 40 h DE Estatutário Tenorio Bacharelado Gladstone Alves da Silva 96255900487 Micologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas 52 Helotonio Carvalho 17958100841 Bioquímica Doutorado Química 40 h DE Estatutário (Redistribuído UNIFESP) Jeymesson Raphael Cardoso Vieira 02930177438 Histologia e Doutorado Bacharelado em 40 h DE Estatutário Embriologia Biomedicina Marccus Vinicius da Silva Alves 85945510700 Botânica Doutorado Ciências Biológicas/ 40 h DE Estatutário Bacharelado + Licenciatura Marciel Teixeira de Oliveira 4246259462 BOTÂNICA Doutorado Bachaleado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas com Enfase em Ciências Ambientais Marcos Alexandre de Melo Barros 71949682404 Ensino de Ciências Doutorado Ciências Biológicas/ 40 h DE Estatutário Educação Maria das Graças Wanderley de Sales 66966043400 Anatomia Doutorado Fisioterapia 40 h DE Estatutário Coriolano Maria do Carmo de Barros Pimentel 21254311491 Bioquímica Doutorado Química Industrial 40 h DE Estatutário Mauro Guida dos Santos 7020029760 Botânica Doutorado Engenharia Agronômica 40 h DE Estatutário Mércia Patrícia Pereira Silva 5733176407 Botânica Doutorado Bacharelado em Ciências 40h DE Estatutário Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais Micheline Barbosa da Motta 92200290497 Ensino de Ciências Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário (habilitação: Biologia) Norma Buarque de Gusmão 43842526415 Antibióticos Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas 53 Orquídea Maria de Souza Guimarães 2389667473 Didática Doutorado em Licenciatura em 40 h DE Estatutário Paulino Educação Pedagogia Otacilio Antunes Santana 83524231187 Ciências Biológicas Doutorado Ciências Biológicas/ 40 h DE Estatutário - UAB/REUNI Bacharelado + Licenciatura Paulo Euzebio Cabral Filho 7175313411 Biofísica Doutorado Bacharelado em 40 h DE Estatutário Biomedicina Pedro Ivo Simões 3130985905 Zoologia Doutorado Ciências Biológicas 40 h DE Estatutário Pedro Murilo Sales Nunes 26345940895 Zoologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Rosana Casoti 8913067730 Química Farmácia 40 h DE Estatutário orgânica/Química de Produtos Doutorado Naturais Suelen Cristina de Lima 6665875407 Biofísica Doutorado Biomedicina 20 h Estatutário Tatiana Baptista Gibertoni 6953591773 Micologia Doutorado Bacharelado em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas com ênfase Biologia Vegetal Thaís Elias Almeida 1307733603 Botânica Doutorado Licenciatura em Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas Valesca Pandolfi 54695848015 Genética Doutorado Ciências 40 h DE Estatutário Biológicas/Licenciatura Vilma Loreto da Silva 2357741465 Genética Doutorado Bacharelado em ciências 40 h DE Estatutário Biológicas 54 XVII. SUPORTE PARA FUNCIONAMENTO DO CURSO O Centro de Biociências acolhe, nos períodos diurno e noturno, cerca de 2.200 alunos/semestre oriundos dos cursos pertencentes à Área III e os Cursos de Ciências Biológicas/Bacharelado; Ciências Biológicas/Licenciatura; Ciências Biológicas com ênfase em Ciências Ambientais e Biomedicina. O prédio que abriga o Centro de Biociências possui estrutura comum para os diferentes cursos, cujas instalações estão listadas na Tabela 7. Tabela 7 – Instalações e Principais equipamentos/mobiliário disponibilizados pela Universidade Federal de Pernambuco para a condução das atividades administrativas e acadêmicas Centro de Biociências. Especificação do local OBSERVAÇÕES (Área construída) Salas climatizadas e equipadas com computador Salas 1, 2, 4, 8, 9, 10, 11, 14 e 15 com acesso à internet, projetor multimídia, tela de (72,50 m2 ) projeção e quadro de vidro. Salas climatizadas e equipadas com computador Sala 7 (35.70 m )2 com acesso à internet, projetor multimídia, tela de projeção e quadro de vidro. Salas climatizadas e equipadas com computador Sala 5 e 6 (54,10 m )2 com acesso à internet, projetor multimídia, tela de projeção e quadro de vidro. Sala climatizada equipada com computador com acesso à internet, projetor multimídia, tela de Anfiteatro 12 projeção e quadro de vidro; pode ser usada para palestras, defesas de TCC, Mestrado e Doutorado, (109,30m2 ) aulas regulares, aplicação de avaliações e etc. Sala climatizada equipada com computador com acesso à internet, projetor multimídia, tela de projeção e quadro de vidro; pode ser usada para Anfiteatro 13 (109,30m2 ) palestras, defesas de TCC, Mestrado e Doutorado, aulas regulares, aplicação de avaliações e etc. 55 Ampla área climatizada equipada com computador com acesso à internet, projetor multimídia, tela de projeção e microfones, sala de Auditório (138m²) áudio com mesa de som, uma copa e dois banheiros. Ambiente climatizado e equipado com 20 computadores com acesso à internet, projetor Laboratório 1 de Informática multimídia, tela de projeção e quadro de vidro para uso prioritário de docentes e discentes em atividades didáticas. (localizado dentro da Biblioteca Setorial do CB) Ambiente climatizado e equipado com 10 Laboratório 2 de Informática computadores com acesso à internet, para uso dos discentes em pesquisas e outras atividades relacionadas aos cursos de graduação. Ambiente climatizado e equipado com Unidade Setorial de computadores com acesso à internet, impressora, Graduação telefone e armários para guarda de documentos. (31,83m²) Possui ainda uma copa e 2 banheiros para uso dos servidores, um deles com acessibilidade para PCDs. Sala localizada na Unidade Setorial de Graduação, Salas para a Coordenação do climatizada e equipada com computador com Curso (6,29 m²) acesso à internet e impressora. Salas climatizadas e equipadas com computadores Salas dos Diretórios com acesso a internet, geladeira e micro-ondas. Acadêmicos Localizadas próximo à Área de Convivência do Centro. Área ampla com 5 mesas de refeitório para uso diário dos discentes e realização de eventos. O Área de Convivência espaço conta ainda com uma cantina terceirizada. Serviço terceirizado. Sala para reprografia 3 sanitários no corredor dos laboratórios, um deles adaptado para PCD’s; Sanitários 3 sanitários no corredor das salas de aula, um deles exclusivo PCD’s. Área com quatro bebedouros de água, um deles Bebedouros adaptado para deficientes físicos. 56 Ambiente climatizado localizado no 1º andar, equipado com computadores com acesso à internet, Diretoria do Centro impressora e armários para guarda de documentos. Além disso, há uma Copa e um banheiro. Área totalmente climatizada. Possui um acervo de cerca de 10.000 títulos e quase 22.000 exemplares, além de periódicos científicos e imagens nas áreas de Anatomia, Embriologia, Biologia, Botânica, Genética, Citologia, Ecologia, Biofísica, Farmacologia, Bioquímica, Fisiologia, Histologia, Biblioteca Setorial Micologia e Zoologia. Abriga ainda para consulta, ( 752m2 ) os exemplares impressos (até o ano de 2015) e em cd, a versão final dos Trabalhos de Conclusão de Curso. Contém, ainda, 42 cabines de estudo individual, 4 salas de estudo em grupo, 2 salas projetadas como videoteca e uma bancada com 08 computadores com acesso à internet. Tem como objetivo promover a integração entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão nas áreas de Biotecnologia, Biodiversidade e Análises Clínicas, contribuindo com a formação de recursos humanos de alto nível na região Nordeste e possibilitando integrar a Universidade com a comunidade, fornecendo consultorias e as seguintes prestações: Laboratório Central Utilização dos laboratórios de Aulas Práticas, salas de aula teórica e auditório nos Departamentos de Anatomia, Antibióticos, Bioquímica, Genética e Micologia. Utilização dos laboratórios de Aulas Práticas e salas de aula teórica do Centro de Ciências Médicas especificamente das Áreas Acadêmicas de Patologia, Medicina Tropical e Saúde Coletiva. Lab. 1 - Laboratório de Sala climatizada e equipada com projetor multimídia, tela de projeção, quadro de vidro e Biofísica (54m2) espectrofotômetro. Sala climatizada e equipada com computador, Lab. 2 - Laboratório de projetor multimídia, tela de projeção, quadro de Bioquímica (54m2) vidro, espectrofotômetro, balança, centrífuga e vidrarias. Sala climatizada e equipada com computador, Lab. 3 - Laboratório de projetor multimídia, tela de projeção, quadro de Bioquímica (44m2) vidro, espectrofotômetro, balança, centrífuga, banho-maria e vidrarias. 57 Sala climatizada e equipada com microscópios, Lab. 4 - Laboratório de pHmetros, estufas, centrífugas, quadro de vidro e Biofísica (54m2) microscópios. Lab. 5 - Laboratório de Sala climatizada que é utilizada para preparação Apoio (36m2) das aulas práticas. Lab. 6 - Laboratório de Sala climatizada que é utilizada para preparação Apoio (17,4m2) das aulas práticas. Sala climatizada e equipada com computador, Lab. 7 - Laboratório de projetor multimídia, tela de projeção, quadro de Histologia (72m2) vidro, 30 microscópios ópticos e recurso para projeção de imagens no televisor de 50’. Sala climatizada e equipada com computador, Lab. 8 - Laboratório de projetor multimídia, quadro de vidro, 35 Histologia (72m2) microscópios ópticos e recurso para projeção de imagens no televisor de 50’. Sala climatizada e equipada com 20 microscópios Lab. 9 – Laboratório de ópticos e estereoscópios, estufa, projetor Botânica/Genética/ Zoologia/ multimídia e quadro de vidro. Micologia (36m2) Lab. 10 – Laboratório de Sala climatizada e equipada com 20 microscópios ópticos e estereoscópios, estufa, projetor Botânica/Genética/ Zoologia/ multimídia e quadro de vidro. Micologia (36m2) Sala climatizada e equipada com 25 microscópios Lab. 11 – Laboratório de ópticos e estereoscópios, estufa, projetor Botânica/Genética/ Zoologia/ multimídia e quadro de vidro. Micologia (54m2) Lab. 12 –Laboratório de Sala climatizada e equipada com computador, 20 Botânica/Genética/ Zoologia/ microscópios ópticos e estereoscópicos, projetor Micologia (54m2) multimídia, tela de projeção e quadro de vidro. Sala climatizada e equipada com 25 microscópios Lab. 13 – Laboratório de ópticos e estereoscópios, estufa, projetor Botânica/Genética/ Zoologia/ multimídia e quadro de vidro. Micologia (54m2) 58 Sala climatizada, com projetores de slides (2), retroprojetores (2), mesa retangular (3), cadeiras giratórias (18), quadro branco (1), armários de aço com portas (2), prateleiras (4), kits de Ciências Laboratório de Prática de Naturais (2), televisor de 29’ (1), Ensino (49m²) microcomputador (1) com scanner HP(1), impressora Epson–Jato de tinta (1), estereomicroscópios (3), projetor multimídia (1), conversor PC-TV (1), nobreak (1), vídeo-cassete (1), microscópio binocular (1), estabilizador (1). Lab. 14 - Laboratório de Sala climatizada, equipada com projetor Fisiologia (54m2) multimídia, quadro de vidro, geladeira, balanças. Sala climatizada e equipada com computador, Lab. 15 – Laboratório de projetor multimídia, quadro de vidro, 30 microscópios ópticos e recurso para projeção de Histologia imagens no televisor de 50’. Curadora: Bióloga Marlene Carvalho de Alencar Barbosa; Ano de fundação e indexação internacional: 1968; Herbário UFP Geraldo Mariz Ano de credenciamento (“Fiel Depositário”) pelo (231,15m2) MMA: 2003; Nº de amostras atualmente tombadas: 51.210 • Nº de amostra TYPUS: 49. Responsável: Prof. Mauro Guida dos Santos. Na Casa de Vegetação são realizados experimentos em Ecologia, Ecofisiologia, Biologia Reprodutiva, Casa de Vegetação de Botânica além de abrigar coleções de plantas vivas em 6 (118,86m²) bancadas. Política de atuação por meio de aprovação de projetos de pesquisas pelas principais agências de fomento. Utilizada para ensino, pesquisa e para o cultivo de plantas. Responsável: Profa Ana Maria Benko Iseppon Equipada com sistema de fotoperíodo ate 400 vasos • Sistemas de hidroponia para até 120 vasos, área de processamento de amostras e 12 bancadas. Abriga coleções de germoplasma (in vivo, ex situ) Casa de Vegetação de Genética de 360 espécies da flora nativa do Nordeste e da (110m²) Amazônia (principalmente das famílias Bromeliácea, Aracea e Euphorbiaceae) bem como experimento em genômica, transcriptômica, indução de estresses bióticos/abióticos. Utilizada para ensino e pesquisa. 59 Responsável: Profa. Leonor Costa Maia • Possui um sistema para cultivo em hidroponia instalado. Casa de Vegetação de Está disponível para manutenção de potes de cultura para isolamento e multiplicação de fungos Micologia (120m2) micorrízicos arbusculares, além da realização de experimentos que envolvam cultivo em potes de espécies vegetais. Curadora: Profa. Leonor Costa Maia; Ano de fundação: 1954; Herbário URM Acervo: 79000 registros de fungos e 46000 (71m2) exsicatas, sendo considerado a maior coleção de fungos herborizados na América Latina. Responsável: Profa. Laise de H. C. Andrade Ano de criação: 2000 Situa-se no entorno das edificações do CB. Jardim Experimental Atende à demanda do ensino e da extensão, com projetos destinados a plantas ornamentais, plantas medicinais, plantas nativas e representantes dos ecossistemas nordestinos. Curadora: Profa. Cristina Maria de Souza Motta Vice-Curadora: Profa. Rejane Pereira Neves • Ano de fundação: 1954 Registro no Commonwealth Mycological Institute (CMI) sob a sigla URM (University Recife Micologia) e filiada ao World Federation Micoteca for Culture Collections (WFCC) sob o Nº 604. (104,73m2) Acervo: 9.000 culturas de fungos, pertencentes aos Oomycota,Zygomycota, Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota (Fungos anamorfos), sendo cerca de 1.400 leveduras e 7.600 fungos filamentosos, todas identificadas ao nível de espécie e mantidas em duplicata em cada método de preservação. Todos os alunos do Centro de Biociências têm acesso à Biblioteca Setorial, que é totalmente climatizada, com área de 752 m2, possui um acervo de livros, periódicos e imagens nas áreas de concentração em Anatomia, Biologia Geral, Biofísica, Bioquímica, Botânica, Citologia, Embriologia, Ecologia, Farmacologia, Fisiologia, Genética, Histologia, Microbiologia e Zoologia. Na Tabela 6 estão listados os recursos da biblioteca. Tabela 8 – Recursos da Biblioteca Setorial do Centro de Biociências ITEM DESCRIÇÃO / NÚMEROS 60 Comporta livros, Trabalhos de Conclusão de Cursos, tese, Títulos de livros dissertação, obras de referência Número de exemplares: 61.067 + 368 em material adicional. Número de títulos: 10.730 20.127 exemplares + e-books (EBSCO, ATHENEU) Exemplares de livros https://www.ufpe.br/sib/periodicos Número de (assinatura da UFPE) - 58 Revistas hospedadas (O acesso pode ser Assinaturas de feito pela comunidade acadêmica de forma remota). Periódicos Espaço físico para 255,84m2 o acervo (m2) Sala de Estudo 95,56m2 (41 cabines)* individual Salão de leitura: 233,01m2 Sala de Estudo em 3 Salas de 25,20m2 Grupo 2 salas projetadas como videoteca. Atualmente disponibilizamos Sala para projeção uma sala equipada com TV LCD, Videocassete, DVD Player e de vídeos computador com 27,17 m2 (sala 2). A sala 1 encontra-se em fase de reestruturação. Sistema de Pergamum (PUC/PR) gerenciamento de bibliotecas ● Banco de Teses e Dissertações (BDTD) - Participação em Repositório Institucional (https://attena.ufpe.br/) Redes ● Portal de periódicos da CAPES. ● IBICT 61 Horário de funcionamento: Segunda à sexta (8h às 21h) Serviços (Atendimento por ● Regularização de débitos via email (multa.cb@ufpe.br) e-mail) ● Orientação às normas da ABNT para trabalhos acadêmicos (e-mail – ficacatalograficacb@ufpe.br) e sala de aula). ● Assinatura ao acesso às Normas Brasileiras Técnicas (ABNT) pelo Target Gedweb (Disponível em aplicativo para celulares). ● Elaboração de fichas catalográficas, validação de autodepósito de TCCs, Visitas dirigidas (previamente agendadas). ● Empréstimo e devolução dos materiais disponíveis para a comunidade acadêmica cadastrada no Sistema Pergamum. ● Auxílio sobre a utilização dos serviços disponíveis pela Biblioteca do CB. Coordenação e Nathália Nascimento e Bruno Márcio Gouveia vice-coordenação 5 bibliotecários (inclusos a coordenadora e o vice coordenador), 5 assistentes administrativos, 1 técnico em assuntos educacionais, 1 Equipe economista. www.ufpe.br/sib @bibliotecacbufpe (instagram) Site / Redes Sociais 2126-7753 (Whatsapp) Canal do Youtube com série sobre a ABNT e outros temas: https://www.youtube.com/watch?v=Dm9u8sWauN8 2126-7753/ 8357 Telefones Av. Reitor Joaquim Amazonas S/N - Cidade Universitária, Recife - Endereço PE, 50740-570. (Relatório elaborado pelo Bibliotecário Bruno Márcio Gouveia (SIAPE -1733375) (Vice-Chefia/Vice-Diretoria) e pela Bibliotecária Elaine Cristina Barroso (SIAPE - 1675104) – 08/02/2023 62 ACESSIBILIDADE Em consonância com as diretrizes do Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e da Resolução ConsUni/UFPE nº 11/2019, que dispõe sobre o atendimento em acessibilidade e inclusão educacional no âmbito da Universidade Federal de Pernambuco, o Centro de Biociências (CB) vem promovendo ações de adequação física e estrutural com vistas à garantia do direito à acessibilidade plena. Dentre as adaptações já implementadas, destacam-se: vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com deficiência, rampas de acesso instaladas nas calçadas do Centro, piso tátil direcional e de alerta, banheiros adaptados exclusivos para PCD’s, bebedouros com altura acessível, bem como salas e laboratórios localizados no térreo, com dimensões apropriadas à circulação de cadeirantes e sinalização tátil em braille. O Centro encontra-se, atualmente, em processo de aquisição de mobiliário escolar acessível e sinalização complementar, e avança na construção de um elevador que possibilitará o acesso ao primeiro andar por pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Destaca- se, ainda, a previsão de reativação e manutenção contínua dos elevadores localizados no Centro de Ciências da Saúde (CCS), edifício que abriga parte significativa das salas de aula e laboratórios utilizados nas disciplinas teóricas e práticas do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura. O prédio do Núcleo Integrado de Apoio ao Ensino (NIATE CB-CCS) também já dispõe de rampa de acesso e elevador adaptado, assegurando a mobilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Ademais, o Centro de Biociências atua em articulação com o Núcleo de Acessibilidade da UFPE (NACE), órgão responsável por coordenar ações de acessibilidade no âmbito institucional. Tal parceria visa viabilizar tanto a implementação de adaptações físicas quanto o suporte técnico-pedagógico necessário à inclusão plena, conforme estabelecido nas Portarias Normativas nº 04/2016 e nº 40/2020, que regulam as competências e atribuições do referido Núcleo. RECURSOS HUMANOS 63 Além dos 41 docentes, o Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura conta com o apoio de técnicos administrativos lotados nos diversos setores do Centro de Biociências, os quais prestam serviços tanto aos cursos vinculados a esse Centro quanto aos da Área III. Esses profissionais atuam em diferentes frentes, incluindo as áreas administrativa, de apoio pedagógico – com destaque para o trabalho do Técnico em Assuntos Educacionais – e nos laboratórios, por meio de técnicos especializados que colaboram com as atividades práticas e científicas do curso. Adicionalmente, os cursos do Centro de Biociências contam com o suporte do Grupo de Trabalho responsável pela criação do Núcleo de Estudos e Assessoria Pedagógica em Saúde (NEAP-Saúde), o qual é composto por profissionais com formação técnica especializada. Este Núcleo oferece suporte pedagógico aos cursos de graduação dos Centros vinculados à área da saúde, auxiliando tanto os docentes quanto os discentes no aprimoramento de práticas educativas e metodológicas. Por fim, o Centro dispõe ainda de equipe terceirizada responsável pela execução dos serviços de limpeza e segurança, assegurando o adequado funcionamento das atividades acadêmicas e administrativas. XVIII. APOIO AO DISCENTE A política de assistência estudantil da UFPE é regulamentada pelas Resoluções 01 e 02/2016 e 01/99 do Conselho de Administração. A Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis (PROAES) tem como finalidade desenvolver programas e ações para ampliar as condições de permanência dos estudantes, em condição de vulnerabilidade, nos cursos de graduação. Fazem parte do rol de programas e ações da PROAES: ● Bolsa de manutenção estudantil 01 e 02 - Assistência Estudantil com repasse de recurso financeiro mensal para o estudante custear parte das despesas de locomoção, moradia e alimentação com o objetivo de ampliar as suas condições de permanência durante sua formação acadêmica presencial; ● Moradia estudantil - Concessão de moradia em uma das Casas de Estudantes Universitários ou auxílio financeiro para este fim, nos campi de Caruaru e Vitória; ● Projeto Estudante Cooperador Pedagógico - O Projeto Estudante Cooperador Pedagógico é uma atividade de tutoria, que teve início em 2016.2, caracterizada pela oferta de apoio pedagógico aos estudantes dos cursos de graduação presencial do 64 Campus Recife, que apresentam dificuldades de aprendizagem não superadas durante as aulas regulares; ● Bolsa Permanência do MEC - A Bolsa Permanência é um auxílio financeiro que tem por finalidade minimizar as desigualdades sociais, étnico-raciais e contribuir para a permanência e a diplomação dos estudantes de graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica; ● Auxílio-alimentação - Concessão de três refeições diárias (desjejum, almoço e jantar) no RU para residentes das Casas de Estudantes Universitários, e duas refeições (almoço e jantar) com isenção total ou parcial aos estudantes beneficiados pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) no Recife; ● Auxílio-creche - Auxílio financeiro oferecido a estudantes que têm filhos na faixa etária de 0 a 3 anos e 11 meses de idade; ● Auxílio Internet - O Auxílio Internet será pago a estudantes beneficiários(as) das Bolsas de Manutenção Estudantil 1 e 2, como iniciativa de inclusão digital; ● PROMISAES - Apoio financeiro para estudantes estrangeiros do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G); ● Núcleo de Atenção à Saúde do Estudante/NASE - Apoia a saúde dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou de violação de direitos, ao oferecer atendimento em psicologia, psiquiatria, enfermagem, nutrição, serviço social e saúde sexual, além de atendimento psicopedagógico e médico (clínico e eletivo), aos discentes da graduação, com prioridade àqueles beneficiados pelos programas de assistência estudantil da PROAES; ● Programa de Apoio à Participação em Eventos - Auxílio financeiro oferecido a estudantes de graduação para participação em eventos acadêmicos, científicos, tecnológicos, culturais e movimentos estudantis realizados no Brasil; ● Auxílio a Língua Estrangeira ou Idiomas - Os estudantes podem se matricular através do Núcleo de Línguas do Departamento de Letras nos Cursos de Inglês, Francês, Espanhol, Italiano e Português para estrangeiros. Todos os Editais e critérios de seleção para bolsas e auxílios citados acima são publicados na página eletrônica da PROAES e no Portal do Estudante. Além desses pontos, a UFPE possui um Núcleo de Acessibilidade (NACE/UFPE) que tem como objetivo promover a inclusão, a permanência e o acompanhamento de pessoas com deficiência, proteção dos direitos da pessoa com transtorno do espectro autista e outras necessidades específicas conforme Resolução CONSUNI Nº 11/2019. O NACE articula-se 65 intersetorialmente para promover ações relacionadas à infraestrutura, comunicação e informação, além de oferecer Atendimento Educacional Especializado (AEE) através de uma equipe multidisciplinar. A UFPE com o objetivo de melhorar o bem-estar da comunidade oferece inclusão e acolhimento através de Ações e Políticas descritas abaixo: ● Diretoria LGBT que é responsável pela execução da “Política LGBT da UFPE” cujo objetivo primordial é favorecer o ACOLHIMENTO, a INSERÇÃO e a PERMANÊNCIA da comunidade LGBT da UFPE. ● Espaço de Diálogo e Reparação (EDR) que trabalha em conjunto com a Comissão de Ética, tem como foco promover práticas restaurativas, baseadas na Justiça Restaurativa, que entende a justiça como um valor social. ● Núcleo de Políticas de Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) que visa promover a educação sobre relações étnico-raciais na comunidade acadêmica da UFPE. Além disso, a Ouvidoria Geral da UFPE é um espaço de acolhida e escuta da comunidade acadêmica. Por meio dela, podem ser dadas sugestões, reclamações e denúncias. O intuito é garantir a participação social e o exercício da cidadania. Para obtenção das informações necessárias e acompanhamento da sua vida acadêmica, o discente conta com as seguintes estruturas comunicacionais e informacionais coordenadas pela UFPE: ● SIGAA - Sistema de Informações e Gestão Acadêmica, no qual o aluno tem acesso às suas notas e plano das disciplinas incluindo o cronograma de atividades, o conteúdo programático, objetivos e bibliografia, além de informações gerenciais para a sua vida acadêmica, como histórico escolar, média geral, grade curricular, tempo restante para conclusão do Curso, entre outros; ● Portal do estudante - site institucional que reúne informações sobre bolsas de pesquisa, bibliotecas dos Central e Setoriais, programas de assistência estudantil, Restaurante Universitário etc; ● Sistema Integrado de Bibliotecas (Pergamum) - sistema que oferece serviços de consultas, empréstimos, renovações, reservas, materiais pendentes, entre outros; 66 ● ASCOM - A Assessoria de Comunicação da UFPE divulga aos diversos meios de comunicação e, à comunidade acadêmica, as notícias relativas a eventos, pesquisas, cursos, congressos, serviços e atividades de extensão oferecidas pela UFPE. Além disso, são divulgadas informações relativas à gestão universitária, no que diz respeito a administração, corpos docente e discente, e servidores técnico-administrativos. A ASCOM também está presente nas principais redes sociais: Twitter, Facebook, YouTube, Flickr e Instagram. Coordenação do Curso de Ciências Biológicas - Licenciatura A Coordenação do curso de Ciências Biológicas - Licenciatura é constituída por um professor, com titulação de Doutor, por um Vice-Coordenador com titulação de Doutor e uma Coordenação de Estágios. A área física da coordenação está situada na Unidade Setorial de Graduação (térreo do Centro de Biociências). A secretaria do Curso ocupa um espaço comum aos cursos de graduação do CB, na qual um secretário administrativo atua diretamente no atendimento aos alunos e no desenvolvimento de atividades inerentes à Unidade Setorial de Graduação. Uma funcionária técnica administrativa de nível superior atua como chefe da unidade e coordena as atividades das diversas coordenações das graduações do Centro de Biociências, além disso os cursos do Centro também contam com o apoio pedagógico de um servidor técnico em Assuntos Educacionais. Na Unidade Setorial de Graduação o aluno poderá obter informações referentes ao prazo para matrícula, trancamento, recusa, ementas das disciplinas, emissão de comprovante de matrícula, declaração de vínculo e histórico escolar, disponibilização das normativas de atividades complementares, estágio obrigatório e trabalho de conclusão de curso. A coordenação, por sua vez, tem como atividade principal a administração acadêmica do curso, que inclui, entre outras atividades: ● A análise de currículos para ingresso extra-vestibular; ● Adaptações curriculares (reformulação) visando à melhoria do aprendizado; ● Divulgação do Curso no meio estudantil (ensino médio); ● Participação no processo de matrículas; ● Supervisão de estágios curriculares; ● Discussão com os alunos sobre o desenvolvimento das disciplinas e estágios; 67 ● Interações com Empresas Públicas e Privadas na área Biomédica para ampliar o campo de treinamento e apoiar e incentivar a participação dos alunos em eventos científicos (conferências, palestras, simpósios, etc). O aluno também poderá obter as informações pertinentes ao curso através dos canais descritos abaixo: ● E-mail da Coordenação: biologicas.licenciaturacb@ufpe.br ● E-mail coordenação de estágios: biologicas.licenciaturacb@ufpe.br ● Site do Curso:https://coordlicenciaturau.wixsite.com/inovar ● Instagram: @coord_licbio_ufpe O curso tem representantes na Comissão de Acompanhamento dos Estudantes do Centro de Biociências, que é organizada de acordo com o que estabelece a Resolução nº 08/2022 - CEPE, que realiza orientações pedagógicas e é responsável pela elaboração de estudos planejados para os discentes que incidem em um ou mais critérios estabelecidos na resolução relacionado ao seu desempenho acadêmico. No início de cada semestre letivo a Diretoria do Centro de Biociências em parceria com as coordenações e os diretórios acadêmicos dos quatro cursos realizam atividades de recepção aos alunos ingressantes com o objetivo de apresentar informações sobre a universidade e o curso. XIX. SISTEMÁTICA DE ACOMPANHAMENTO DO PROJETO PEDAGÓGICO O Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso está constituído conforme a Resolução nº 01/2013 - CCEPE/UFPE e tem as seguintes atribuições: a. assessorar a coordenação do curso de graduação nos processos de implantação, execução, avaliação e atualização do Projeto Pedagógico de Curso, de modo coparticipativo; b. zelar pela integração curricular interdisciplinar entre as diferentes constantes no currículo, contribuindo para a consolidação do perfil profissional do egresso do curso; c. indicar formas de incentivo ao desenvolvimento de linhas de pesquisa e extensão, oriundas de necessidades da graduação, de exigência do mercado de trabalho e alinhadas com as políticas 68 públicas relativas à área de conhecimento do curso; d. incentivar o desenvolvimento de profissionais com formação cidadã, humanista, crítica, ética e reflexiva; e. zelar pelo cumprimento das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação; f. zelar pela proposição de projetos pedagógicos alinhados e consonantes com o Projeto Pedagógico Institucional. Com o objetivo de promover o acompanhamento sistemático e a constante melhoria do Projeto Pedagógico do Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, foram estabelecidos os seguintes objetivos estratégicos: ● Promover fóruns bianuais com a participação de discentes, docentes e coordenadores de curso, a fim de identificar, discutir e propor soluções para eventuais dificuldades enfrentadas no desenvolvimento do curso; ● Realizar, anualmente, avaliações por meio de questionários aplicados aos estudantes, permitindo a identificação de aspectos positivos e fragilidades observadas ao longo do ano letivo; ● Implantar sistematicamente a avaliação docente pelo discente, como instrumento de aprimoramento do processo de ensino-aprendizagem; ● Estimular a criação de atividades práticas voltadas à inserção e qualificação do egresso no mercado de trabalho, considerando as múltiplas possibilidades de atuação do biólogo licenciado; ● Fomentar a mobilidade acadêmica nacional e internacional, com ênfase na ampla divulgação de prazos e editais, de modo a garantir a participação de estudantes de diferentes perfis socioeconômicos, especialmente os de baixa renda; ● Acompanhar os índices de retenção e evasão discente após a implementação do novo currículo, comparando-os com dados anteriores, com vistas à análise crítica e à adoção de medidas corretivas; ● Incentivar a atuação articulada do Diretório Acadêmico com a Coordenação do Curso, especialmente na divulgação de editais relevantes para a licenciatura e no apoio aos processos avaliativos voltados aos estudantes; ● Acompanhar os egressos por meio de formulários eletrônicos, com vistas à geração de relatórios sistemáticos que subsidiem o processo contínuo de autoavaliação e aperfeiçoamento do curso. 69 XX. ANEXOS ANEXO 1 - Tabela dos Dispositivos Legais e Normativos. DISPOSITIVO LEGAL E NORMATIVO FORMA DE ATENDIMENTO 01. Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso: O presente PPC explicita o perfil dos formandos; as competências e habilidades a ✔ Resolução CNE/CES Nº 7 de 11 de serem desenvolvidas; a estrutura do Curso; os março de 2002 conteúdos das disciplinas obrigatórias e ✔ Resolução Nº 4 de 6 de abril de eletivas; o formato dos estágios; as 2009 características das atividades complementares; e as formas de avaliação. O Curso contempla a carga mínima de registro de 3.300 horas. 70 02. Carga horária mínima, em horas: ✔ Resolução N° 02/2007 - CNE (Bacharelado, Presencial); ✔ Resolução N° 04/2009 - CNE O Curso contempla 3.300 horas (Saúde, Bacharelado, Presencial); ✔ Resolução Nº 02/2019 - CNE (Licenciaturas); ✔ Resolução Nº 01/2006 - CNE (Pedagogia); 03. Tempo de integralização: ✔ Resolução N° 02/2007 - CNE (Bacharelado, Presencial); ✔ Resolução N° 04/2009 - CNE (Saúde, Bacharelado, Presencial); ✔ Resolução Nº 02/2015 - CNE 4 anos (Licenciaturas e Pedagogia); ✔ Resolução Nº 07/2018 - CEPE/UFPE (Licenciaturas e Pedagogia); 04. Disciplina obrigatória/eletiva de Libras: A estrutura curricular inclui a disciplina obrigatória de Fundamentos da Língua ✔ Decreto N° 5.626/2005. Brasileira de Sinais. 05. Diretrizes Curriculares Nacionais para Embora a estrutura curricular vigente não Educação das Relações Étnico-raciais e para contemple uma disciplina específica intitulada o Ensino de História e Cultura Afro- "Educação para as Relações Étnico-Raciais", o brasileira e Africana: tema é abordado de forma transversal ao longo da formação, sendo integrado aos componentes ✔ Resolução N° 01/2004 - CNE. curriculares pertinentes, conforme estabelecido 71 pelas diretrizes nacionais para a promoção da igualdade racial na educação. 06. Diretrizes Nacionais para a Educação em O tema da Educação em Direitos Humanos será Direitos Humanos: trabalhado de forma transversal no currículo, conforme estabelecido pelo Parecer CNE nº ✔ Parecer N° 08/2012 - CNE; 08/2012 e pela Resolução CNE nº 01/2012, sendo ✔ Resolução N° 01/2012 - CNE. integrado em componentes curriculares que promovam a reflexão crítica, a valorização da dignidade humana, da diversidade e da cultura de paz ao longo da formação docente. 07. Políticas de Educação Ambiental: A estrutura curricular inclui as disciplinas obrigatórias “Biogeografia”, “Ecologia I” e ✔ Lei Nº 9.795/1999; “Ecologia II” que contemplam os conteúdos ✔ Decreto Nº 4.281/2002. requeridos. 08. Titulação do corpo docente: A maior parte do corpo docente possui titulação mínima de Doutor. Apenas 2 docentes possui a ✔ Lei Nº 9.394/1996. titulação de Mestre 09. Núcleo Docente Estruturante (NDE): O NDE do Curso está de acordo com as resoluções. ✔ Resolução N° 01/2010 - CONAES; ✔ Resolução Nº 01/2013 - CEPE/UFPE. 72 10. Condições de acesso para pessoas com As salas e laboratórios de aula e do Centro de deficiência e/ou mobilidade reduzida: Biociências estão localizadas no andar térreo, com rampa de acesso para cadeirantes. Há ✔ Decreto N° 5.296/2004; adaptação parcial no piso para deficientes ✔ Lei Nº 13.146/2015 visuais (faixas com textura diferenciada) e de ✔ Resolução Nº 11/2019 - ConsUni acesso a outros espaços como no prédio do CCS. /UFPE. O NIATE CB/CCS possui rampa de acesso e elevador para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A UFPE conta com o Núcleo de Acessibilidade (NACE) para orientar a instalação de adaptações físicas conforme a Resolução Nº11/2019 - CONSUNI/UFPE. 11. Proteção dos Direitos da Pessoa com É garantido o acesso e proteção dos direitos Transtorno do Espectro Autista: conforme a lei, bem como oferecido apoio da equipe do Núcleo de Acessibilidade (NACE) da ✔ Lei N° 12.764/2012; UFPE e conforme Resolução Nº11/2019 - ✔ Resolução Nº 11/2019 - CONSUNI/UFPE. ConsUni/UFPE. 12. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na A estrutura curricular contempla a Educação Superior Brasileira: participação discente em atividades de extensão universitária por meio das Atividades ✔ Resolução Nº 07/2018 - CNE. Complementares, contribuindo para a formação acadêmica e cidadã dos estudantes, em consonância com as diretrizes nacionais, mesmo não havendo uma carga horária obrigatória específica destinada exclusivamente à extensão. 13. Informações acadêmicas: O Curso tem cadastro com situação Ativa no sistema E-MEC com código 20889, ✔ Portaria N° 40/2007 - MEC; modalidade presencial, Grau de Licenciatura, ✔ Portaria N° 23/2010 - MEC. Curso Ciências Biológicas. Os discentes podem ter acesso às informações acadêmicas, como por exemplo: 73 SIGAA (https://sigaa.ufpe.br/); Fone: +55 (81) 2126.8356 E-mail da Coordenação: biologicas.licenciaturacb@ufpe.br Site: https://coordlicenciaturau.wixsite.com/inovar 14. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Contempladas por meio da inserção da Educação Escolar Quilombola na Educação temática em componentes já existentes, Básica: especialmente na disciplina Políticas Educacionais, Organização e Funcionamento ✔ Resolução N° 08/2012 - CNE. da Escola Básica, possibilitando a abordagem crítica sobre a educação quilombola no contexto da formação docente, sem a criação de novas disciplinas. 15. Diretrizes Curriculares Nacionais da As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica: Educação Básica foram atendidas por meio da organização curricular que contempla a ✔ Resolução Nº 04/2010 - CNE. articulação entre as etapas e modalidades da Educação Básica e a formação docente, assegurando o desenvolvimento de competências pedagógicas, didáticas e éticas necessárias à atuação do professor na educação básica. 16. Diretrizes Curriculares Nacionais para a O presente PPC explicita o perfil dos Formação de Professores da Educação formandos; as competências e habilidades a Básica, em nível superior, curso de serem desenvolvidas; a estrutura do Curso; os licenciatura, de graduação plena: conteúdos das disciplinas obrigatórias e eletivas; o formato dos estágios; as ✔ Resolução CNE/CP nº 1, de 18 de características das atividades fevereiro de 2002 complementares; e as formas de avaliação. 74 ANEXO 2 - Normatização Interna do Estágio Curricular Supervisionado, Atividades Complementares. Normatização Interna do Estágio Curricular Supervisionado UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Normas Internas do estágio Supervisionado Capítulo I- Disposições Gerais Art 1- O estágio é atividade teórico-prática que propicia ao discente de licenciatura o conhecimento, a análise e a reflexão sobre a docência, bem como sobre as escolas e as comunidades onde as mesmas estão inseridas, contribuindo para a formação de um profissional crítico e reflexivo, capaz de intervir na realidade na qual atuará. Nessa perspectiva, o estágio é concebido como uma atividade investigativa. Art 2- Por seu caráter teórico-prático, o estágio destaca-se como um componente curricular que integra e articula diferentes disciplinas do curso e os diversos saberes necessários ao exercício 75 do trabalho docente em contextos escolares e não escolares. Art 3- No Curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, do Centro de Biociências da UFPE, o Estágio Supervisionado é desenvolvido de acordo com a Lei 11.788/2008 e as Resoluções CEPE nº 20/2015, nº 09/2016, nº 09/2018 e nº 02/2020, além da Política Institucional para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da UFPE. Art 4- Para realização do estágio é necessário matrícula e frequência regular do/a discente no componente curricular Estágio em Ensino de Biologia (1, 2, 3, 4). Art 5- No início de cada semestre, o/a discente matriculado/a no Estágio Supervisionado deve consultar a relação de escolas conveniadas com a UFPE na página da Prograd para verificar a vigência do convênio. Art 6- Em parceria com o/a professor/a orientador/a e com o/a supervisor/a, o/a discente deverá planejar o desenvolvimento do estágio em uma relação dialógica UFPE/escola de educação básica. Art 7- A documentação para o início do estágio é a seguinte: Carta de apresentação do/a estagiário/a à escola, elaborada pelo/a professor/a orientador/a; Termo de compromisso e Plano de Atividades. Os modelos do Termo de Compromisso e do Plano de Atividade são disponibilizados na página eletrônica da Coordenação de Formação para o Trabalho/Prograd. Art 8- Conforme orientações da Prograd, o Termo de compromisso deve ser assinado pelo/a representante da concedente conveniada (escola), pelo/a representante da UFPE (Coordenador/a do Curso/do estágio) e pelo/a estagiário/a. A assinatura do Termo de Compromisso está condicionada à existência de convênio celebrado pela UFPE com a concedente e é condição imprescindível para o início das atividades do estágio. Capítulo II- Tipos de estágio e Carga Horária Art 9- O Estágio Supervisionado Obrigatório e a sua organização, possuem 420 horas previstas no Projeto Pedagógico do Curso de Ciências Biológicas-Licenciatura que estão distribuídas em quatro (4) componentes curriculares a partir do 4º semestre do curso: I- Estágio em Ensino de Biologia 1 (90h); II- Estágio em Ensino de Biologia 2 (90h); III- Estágio em Ensino de Biologia 3 (120h); 76 IV- Estágio em Ensino de Biologia 4 (120h). Capítulo III- Política Institucional dos Estágios Art 10- Considerando a Política Institucional para a Formação Inicial e Continuada de Professores da Educação Básica da UFPE e a noção ampliada de docência, o estágio deve englobar o ensino e a gestão educacional e propiciar aos discentes da licenciatura em Ciências Biológicas o desenvolvimento das seguintes experiências: a) observação e acompanhamento das dinâmicas e do cotidiano da educação escolar e do fenômeno educativo em sua efetividade; b) planejamento, execução e avaliação de processos de ensino-aprendizagem e de políticas e projetos educativos; c) exercício profissional supervisionado, compreendido como a regência das aulas, em ambientes escolares que ampliem e fortaleçam conhecimentos acerca [...] do ensino fundamental e médio, e das modalidades da educação profissional e de educação de jovens e adultos; d) exercício profissional supervisionado em outros espaços/instituições que requeiram saberes e conhecimentos atinentes aos cursos de licenciatura e que ofereçam oportunidades diversificadas de aprofundamento da formação docente (UFPE, 2023, p. 24). Capítulo IV- Campos de Estágios Art 11- O Campo do estágio da Licenciatura em Ciências Biológicas é constituído pelo o Colégio de Aplicação da UFPE e por instituições de ensino fundamental e médio das redes pública e privada, devidamente conveniadas com a Universidade. Contudo. Capítulo V- Orientação e Supervisão dos Estágios Art 12- A supervisão do Estágio Obrigatório ocorrerá de forma sistemática mediante a orientação, acompanhamento e avaliação pelos/as docentes orientadores/as e pelos/as supervisores/as do campo de estágio. Art 13- O/a orientador/a do estágio é o docente do Centro de Educação/UFPE responsável pelo Componente Curricular Estágio (Estágio em Ensino de Biologia 1, 2, 3, 4). Art 14- O/a supervisor/a do estágio é o/a docente da educação básica com formação e experiência profissional no ensino de Biologia/Ciências e que deve acolher o/a estagiário/a e 77 acompanhar as suas ações didático pedagógicas no campo do estágio. Capítulo VI- Atribuições do orientador e supervisor dos Estágios Art 15- As atribuições do Orientador do estágio são: I) Disponibilizar e orientar o preenchimento da documentação do estágio; manter contato e avaliar as condições do campo do estágio; II) prestar esclarecimentos aos/às supervisores/as e aos/às estagiários/as em relação aos planos de trabalho/atividades do estágio; III) elaborar e apresentar aos/às discentes o cronograma da disciplina Estágio em Ensino de Biologia (1, 2, 3, 4) com a previsão dos encontros/aulas presenciais para orientação; IV) indicar e discutir bibliografia, documentos e materiais didáticos que possam contribuir para as atividades no campo de estágio; V) orientar, acompanhar, elucidar dúvidas e propor soluções para dificuldades enfrentadas pelo/a estagiário/a; VI) proporcionar espaços/tempos para a socialização e troca de experiências sobre as atividades vivenciadas no estágio e avaliar o desempenho e a frequência do/a estagiário/a no campo do estágio. Art 16- As atribuições do Supervisor do estágio são: I) acolher o/a estagiário/a e acompanhar as suas ações didático pedagógicas no campo do estágio; II) Registrar da frequência do/a estagiário/a IV) colaborar com o/a docente orientador/a na avaliação do/a estagiário/a. Capítulo VII- Plano de atividade de Estágio e Seguro Obrigatório Art 17- Quanto ao Plano de Atividade, o mesmo se constitui em anexo obrigatório do Termo de compromisso. Art 18-. O documento deve ser assinado pelo/a estagiário/a, pelo/a Coordenador/a do Curso; pelo/a professora supervisor/a e pelo/a professor/a orientador/a e deve ser aprovado pelo 78 coordenador do estágio do curso. Art 19- Deve ocorrer contratação de seguro para estágio obrigatório. Art 20- No caso do Estágio Supervisionado Obrigatório do Curso de Ciências Biológicas- Licenciatura, tal obrigação será assumida pela UFPE. Art 21- A comprovação do seguro se dará por meio do encaminhamento da planilha de controle de estagiário para a Coordenação de Formação para o Trabalho pela Coordenação de Estágio do Curso até o dia 20 (vinte) do mês anterior ao início do estágio, de acordo com o que dispõe o inciso IX, do art. 13, da Resolução n. 20/2015 do CEPE/UFPE. Capítulo VIII- Avaliação do Estágio Art 22- Quanto ao processo e definição dos critérios de avaliação do estágio, são de responsabilidade do/a professor/a orientador/a do estágio (UFPE) e contará com a colaboração do/a supervisor/a (campo do estágio). Art 23- O processo de avaliação se pautará nas orientações contidas na Resolução 02/2020- CEPE. Art. 24- Os casos omissos e as interpretações deste Regulamento serão resolvidos pelo Colegiado do Curso. 79 80 Normatização Interna Atividades Complementares UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS Normas Internas para atividade Complementar Capítulo I- Atividades e Cargas horárias Estas normas fornecem as diretrizes para a inserção e o registro das Atividades Complementares como carga horária do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas , de acordo com as disposições da legislação federal e dos órgãos deliberativos e executivos da UFPE, especialmente a Resolução N°12/2013 da CCEPE/UFPE. Art. 1- Constituem-se como “Atividades Complementares” as atividades realizadas paralelamente àquelas previstas como componentes curriculares. Estas sendo de natureza obrigatória e devendo ser desenvolvidas dentro do prazo de conclusão do curso. A realização de atividades complementares tem como principal objetivo enriquecer o processo de ensino e aprendizagem, privilegiando a complementação da formação social e profissional do discente. Art. 2- Visando facilitar os procedimentos de creditação de Atividades Complementares de pesquisa, extensão, monitoria, eletivas livres, estágio de docência e apresentação de trabalhos em congressos e tornar mais equilibrada a concessão de créditos segundo as dificuldades e carga horária de cada atividade, o Colegiado decidiu que a creditação ocorrerá mediante requisição do aluno, sempre no semestre seguinte ao término da atividade. Art. 3- Serão creditadas como Projeto de Monitoria as atividades de monitoria voluntária ou bolsista, aprovadas pela PROGRAD/UFPE ou órgão competente, mediante solicitação pelo aluno, 81 devidamente documentada, da seguinte maneira: a) creditação de 30 h, em Projeto de Monitoria, para cada 01 (um) semestre de monitoria; Art. 4- A atividade de Iniciação Científica poderá ser creditada pela participação do aluno em projeto de pesquisa aprovado pela PROPESQI/CNPq, Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (FACEPE) ou órgão competente, como voluntário ou bolsista, mediante requisição do aluno, devidamente documentada, acompanhada do relatório final aprovado, assinado pelo professor, ou declaração de finalização, da seguinte maneira: a) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação Científica, para participação em projeto com duração de 01 (um) ano; b) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação Científica 2, para nova participação em projeto com duração de 01 (um) ano. Art. 5- A atividade de Iniciação à Docência poderá ser creditada pela participação do aluno no PIBID e Residência Pedagógica, em projeto de iniciação à docência ou em estágio didático supervisionado voluntário em escola pública, mediante requisição pelo aluno, devidamente documenta, da seguinte forma: a) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação à Docência 1, para participação com duração de 01 (um) ano; b) creditação de 60 h, em Projeto de Iniciação à Docência 2, para participação com duração adicional de 01 (um) ano. Art. 6- A atividade de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia poderá ser creditada pela participação do aluno no REDEC, em projeto de residência pedagógica bolsista ou voluntário em escola pública, mediante requisição pelo aluno, devidamente documenta, da seguinte forma: a) creditação de 60 h, em Projeto de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia 1, para participação com duração de 01 (um) ano; 82 b) creditação de 60 h, em Projeto de Residência a Docência para o Ensino de Ciências ou Biologia 2, para participação com duração adicional de 01 (um) ano. Art. 7- A atividade de Apresentação de Trabalho em Congresso ou Publicação de Trabalhos Científicos em Periódicos Nacionais ou Internacionais, será creditada da seguinte forma: a) 60 h para apresentação, como primeiro autor, de resumo ou resumo expandido de trabalho de pesquisa em Biologia, em congresso de âmbito nacional ou internacional; b) 60 h para apresentação, como primeiro autor, de trabalho de pesquisa na área de licenciatura, em congresso de âmbito local, regional, nacional ou internacional. Será requerido do aluno os certificados ou comprovantes das apresentações, também limitada ao máximo de duas apresentações. c) 60 h para Publicação de Trabalho Científico, como autor ou co-autor, em revista de circulação nacional ou internacional. d) 30 h pela Participação em Congresso e Eventos em categoria nacional ou internacional. Art. 8- Para as eletivas livres serão creditadas 30 h, para cada eletiva, independente se sua carga horária for superior a 30 hs no semestre; Art 9- Os casos omissos poderão ser creditados como Atividades Complementares, desde que submetidos à apreciação pelo Colegiado, que decidirá considerando as peculiaridades. 83 ANEXO 3 - Portaria de Designação dos membros que compõem o Colegiado do Curso e Portaria de Designação dos membros que compõem o NDE . 82 PORTARIA Nº 07/2025-CB, DE 05 DE JUNHO DE 2025 DESIGNAÇÃO A DIRETORA DO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, no uso das atribuições legais e estatutárias, RESOLVE: Nomear pelo período de 02 (dois) anos, com efeitos a constar a partir do dia 17 de março de 2025, os nomes listados abaixo para comporem o Colegiado do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, conforme Resolução N.º 02/2003, Artigo 5º, § 1º, a saber: COORDENADORA: SUELEN CRISTINA DE LIMA VICE-COORDENADORA: DANIELLE DUTRA PEREIRA DEPARTAMENTO DE ELCIDA DE LIMA ARAÚJO BOTÂNICA: MARCCUS VINÍCIUS ALVES DEPARTAMENTO DE ULISSES DOS SANTOS PINHEIRO ZOOLOGIA: SIMÃO DIAS DE VASCONCELOS FILHO DEPARTAMENTO DE ANDREA LOPES BANDEIRA DELMIRO SANTANA ANTIBIÓTICOS: DEPARTAMENTO DE HISTOLOGIA E ARIENE CRISTINA DE GUIMARÃES BASSOLI EMBRIOLOGIA: DEPARTAMENTO DE JOSÉ FERREIRA DOS SANTOS GENÉTICA: DEPARTAMENTO DE MARIA DAS GRAÇAS WANDERLEY DE SALES CORIOLANO ANATOMIA: DEPARTAMENTO DE BIOFÍSICA E ADRIANA FONTES RADIOBIOLOGIA: DEPARTAMENTO DE ENSINO E CURRÍCULO PATRÍCIA SMITH CAVALCANTE (CENTRO DE EDUCAÇÃO): SECRETÁRIO DO JÂNIO PRADO DE CARVALHO CURSO: OLIANE MARIA CORREIA MAGALHÃES Diretora do Centro de Biociências B.O. UFPE, RECIFE, 60 ( 99 BOLETIM DE SERVIÇO ): 1 - 28 05 DE JUNHO DE 2025 28 PORTARIA Nº 09/2025-CB, DE 12 DE JUNHO DE 2025 DESIGNAÇÃO A DIRETORA DO CENTRO DE BIOCIÊNCIAS, DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, no uso das atribuições legais e estatutárias, RESOLVE: Designar: Profª Suelen Cristina de Lima, SIAPE 1342702; Profª. Fernanda das Chagas Ângelo Mendes Tenorio, SIAPE 1912221; Prof. Paulo Euzébio Cabral Filho, SIAPE 2364049; Profª. Cristiane Souza de Menezes, SIAPE 1742948; Profª. Bruna Martins Bezerra, SIAPE 2088859; Profª Emília Cristina Pereira de Arruda, SIAPE 1836260; e Profª. Norma de Buarque Gusmão, SIAPE 1134731, para sob a presidência da primeira, comporem Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Centro de Biociências, com mandatos de três anos e efeitos a constar a partir de 09 de junho de 2025. Fica revogada a Portaria Nº 08/2025-CB, publicada no BO UFPE Nº 102 de 10/06/2025. OLIANE MARIA CORREIA MAGALHÃES Diretora do Centro de Biociências B.O. UFPE, RECIFE, 60 ( 104 BOLETIM DE SERVIÇO ): 1 - 30 12 DE JUNHO DE 2025 29 ANEXO 4 – Ementas e conteúdos programáticos dos componentes curriculares do Curso de Ciências Biológicas - Licenciatura ANEXO 5 – Ementas e conteúdos programáticos dos componentes Eletivos do Curso de Ciências Biológicas - Licenciatura